Em 2010, a Secretaria Especial dos Direitos Humanos, ligada à Presidência da República, terá uma ação especial de enfrentamento da exploração sexual de crianças e adolescentes no Carnaval. Como acontece desde 2006, a SEDH lançou uma campanha que busca mobilizar a população contra esse crime e denunciá-lo, através do Ligue 100.
A campanha do Carnaval de 2010 é uma reedição da campanha de 2009, que busca aproximar o enfrentamento da violência sexual de imagens e mensagens típicas do carnaval. Com o slogan “Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes é Crime. Denuncie! Procure o Conselho Tutelar de sua cidade ou disque 100”, a campanha traz como ícone uma adolescente fantasiada de pierrot. A lágrima, traço característico desse personagem, denota a dor e o sofrimento das crianças e adolescentes vítimas de violência sexual.
A campanha continuará a enfatizar que as denúncias devem ser feitas não somente ao Disque 100, mas também ao Conselho Tutelar. Trata-se de uma diretriz do Governo Federal de fortalecer as instituições locais que também recebem denúncias.
A Campanha do Carnaval é uma das estratégias articuladas e executadas em parceria entre o Governo, a sociedade civil brasileira e organizações e organismos internacionais para o enfrentamento da violência sexual contra crianças e adolescentes e a garantia de seus direitos.
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CAMPANHA NACIONAL DE ENFRENTAMENTO DA VIOLÊNCIA SEXUAL CONTRA CRIANÇAS E ADOLESCENTES NO CARNAVAL 2010
A Campanha do Carnaval é uma das estratégias articuladas e executadas em parceria entre o Governo, a sociedade civil e organizações e organismos internacionais para o enfrentamento da violência sexual contra crianças e adolescentes e a garantia dos seus direitos. A 5ª edição da Campanha é coordenada pela Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República - SEDH/PR.
O objetivo é prevenir a violência sexual contra crianças e adolescentes e estimular as denúncias dos casos ao Disque Denúncia Nacional - Disque 100 ou no Conselho Tutelar mais próximo.
Com o slogan "Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes é Crime. denuncie! Procure o Conselho Tutelar de sua cidade ou Disque 100", a campanha de 2010 relaciona o enfrentamento da violência sexual de com imagens típicas do Carnaval. Por isso, traz como marca um pierrô com uma lágrima escorrendo no rosto. A lágrima denota aqui a dor e o sofrimento de meninas e meninos vítimas de violência sexual.
Em 2010 a campanha estará presente em 15 cidades: Rio de Janeiro, Salvador, Recife, Fortaleza, Manaus, Belém, São Paulo, Vitória, Corumbá, Porto Alegre, Brasília, Florianópolis, Porto Velho, Belo Horizonte e Campo Grande.
Durante as folias de Carnaval serão distribuídas camisetas, abanadores, cartazes, adesivos, bandanas, fitas para amarrar no pulso, tatuagens temporárias, além de peças em inglês e espanhol para uso da Polícia Federal junto aos turistas estrangeiros.
O lançamento nacional será realizado no dia 8 de fevereiro, às 16h, no Anfiteatro do Morro da Urca, no Rio de Janeiro
A solicitação de artes gráficas deve ser feita por meio do endereço eletrônico: campanhacarnaval@sedh.gov.br .
Baixe aqui o material da campanha:
Abanador
Adesivo
Adesivo barco
Bandana
Banner eletrônico
Camiseta
Cartaz
Fitinha
Tatuagem
Jingle_______________________________________________________
Childhood realiza pesquisa que aponta riscos e vulnerabilidades de crianças e adolescentes vítimas da exploração sexual
Foram ouvidas vítimas com idades entre 10 e 19 anos em oito estados brasileiros sobre questões como saúde, drogas, suicídio, violência e sexualidade.
A Childhood Brasil, organização que trabalha pela proteção da infância e adolescência contra a violência sexual, realiza pela primeira vez no Brasil a pesquisa “Vítimas da Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes: Indicadores de Risco, Vulnerabilidade e Proteção”, que avalia o contexto de risco, vulnerabilidade e os indicadores de proteção para meninas e meninos envolvidos em situações de exploração sexual.
O estudo é inédito no país por abordar o tema em uma perspectiva multimétodo (contemplando dados quantitativos e qualitativos) e multicêntrico (com amostras de todas as regiões do Brasil). A pesquisa foi realizada em oito estados brasileiros (Pará, Sergipe, Rio Grande do Norte, Piauí, Bahia, São Paulo, Mato Grosso e Rio Grande do Sul) e ouviu crianças e adolescentes com idades entre 10 e 19 anos, vítimas desse tipo de violência. A equipe de pesquisadores foi coordenada pelo Prof. Dr. Elder Cerqueira-Santos, da Universidade Federal de Sergipe.
No total, foram ouvidas 69 crianças e adolescentes, sendo 66 meninas. Todos tinham vínculo com instituições de assistência. Entre os dados mais significativos obtidos estão:
- Índice de 60,9% daqueles que já pensaram em suicídio, sendo que 58,1% efetivamente já tentaram tirar a própria vida. Este percentual é mais de dez vezes superior ao relatado por jovens em situação de risco no Brasil – cerca de 6%. Como justificativa para este quadro os jovens apontaram problemas familiares e a falta de sentido para viver. Dos que declararam já ter tentado suicídio, 20% o fizeram em razão da violência sexual sofrida.
- Apenas 29% demonstraram preocupação por ser contaminado por HIV/AIDS, sendo que a maioria – 86,8% - declararam saber o que é a doença e 41,5% sabem onde é possível fazer os testes para diagnosticá-la.
- Cerca de 30% das participantes meninas já passaram por pelo menos um episódio de gravidez. Da mostra total, 17% já perderam um ou mais filhos em abortos naturais (6%) ou provocados (11%). Apenas 5,8% delas vivem com seus filhos.
- Um terço das participantes declarou ter parado de estudar em decorrência da gravidez e 21,7% delas afirmaram que foram expulsas de casa.
- Para ter acesso à droga, 36% afirmaram “transar” em troca de dinheiro. As drogas mais consumidas por esses jovens foram álcool, 88% e cigarro, 63%. Dentre as drogas ilícitas a maconha aparece com 32% de consumo, seguida por inalantes, 32% (cola e loló, por exemplo) e remédios, com 23%.
Síntese
De modo geral, as vítimas ainda moram com a família, mesmo tendo relatado história de abuso intrafamiliar e envolvimento de parentes na inserção ou manutenção da exploração sexual comercial. Apesar de não haver nenhuma ação social voltada especificamente para essa família, a pesquisa mostrou que o maior medo da maioria das vítimas é perdê-la (76,8%).
Mesmo entre as crianças e adolescentes vítimas, é possível fazer uma distinção. Aqueles que ainda permanecem envolvidos na exploração sexual comercial apresentam média de idade mais alta (15,32 anos) e tiveram o primeiro coito mais cedo (12,7 anos). Também têm menos vínculo com a família (53%), estão fora da escola (34,1%) e possuem renda familiar mais alta (R$ 457). Seu nível de religiosidade é mais baixo (2,8 pontos em uma escala de 1 a 5) e sofreram mais abuso sexual (média de 1,43 em uma escala de 1 a 5).
O percentual de participantes que declara a exploração com ganhos financeiros aumentou de 60% no passado para 65% no presente. Esta constatação é preocupante, pois indica que, mesmo estando em instituições de assistência, essas crianças/adolescentes continuam se envolvendo na ESCA.
Chama a atenção também o fato de que o acesso a bens de consumo e drogas é o principal destino dado aos ganhos oriundos do envolvimento com a situação de exploração sexual. Apesar disso, a pesquisa mostrou que, mesmo ligadas a uma instituição de assistência, as crianças e adolescentes continuam envolvidos com a exploração comercial. Por outro lado, a instituição escolar aparece na pesquisa como uma rede de apoio eficaz. Os dados indicam a escola como a principal variável para aumento da auto-estima, qualidade de vida e afastamento da situação de exploração.Programa Na Mão Certa
A pesquisa que acaba de ser concluída é uma nova etapa do trabalho desenvolvido pelo Programa Na Mão Certa que desde 2006 mobiliza governos, empresas e organizações do terceiro setor em torno do enfrentamento mais eficaz da exploração sexual de crianças e adolescentes nas rodovias brasileiras. Ela foi realizada com o apoio financeiro das empresas Fibria, Gerdau e Veracel empresas signatárias do Programa Na Mão Certa.
Para acessar a publicação da pesquisa:
1. Resumo executivo
2. Relatório
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O perfil do caminhoneiro no BrasilEsta pesquisa foi realizada nas principais rodovias brasileiras e traça um amplo perfil do caminhoneiro brasileiro. Conduzida pelo programa de pós-graduação em psicologia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, em parceria com o Childhood Brasil (Instituto WCF), apresenta um levantamento sobre quem são e como vivem os caminhoneiros atualmente em atividade no Brasil.
Responsáveis pelo transporte de mais de 60% de toda a carga movimentada no país, esses profissionais passam a maior parte da vida deles na boléia do caminhão.
O objetivo do estudo é conhecer o caminhoneiro e obter dele, dentre outras informações, como se relaciona com a temática da exploração sexual de crianças e adolescentes nas rodovias, já que está diretamente exposto ao problema em praticamente todas as estradas por onde passa.
Os resultados aqui apresentados subsidiam as ações do Programa Na Mão Certa, idealizado pelo Childhood Brasil e que busca mobilizar a sociedade para o enfrentamento da exploração sexual de crianças e adolescentes nas rodovias brasileiras.
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1. Resumo executivo
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