sexta-feira, 9 de abril de 2010

País adota depoimento sem dano para crianças

 

País adota depoimento sem dano para crianças
Projeto de lei que incorpora o depoimento sem dano à legislação foi aprovado no último dia 17 de março na Comissão de Constituição e Justiça do Senado Federal. A ideia é evitar a revitimização da criança. Na nova sistemática, a criança fala a um psicólogo, instruído a usar linguagem mais adequada. O procedimento é feito em duas salas. Em uma fica o juiz, o advogado de defesa, o promotor e o acusado com uma televisão, por onde é transmitido o depoimento da vítima e na outra a criança e o psicólogo. De acordo com levantamento feito pela organização não governamental Instituto Childhood Brasil, o método é adotado em mais de 28 países. No Brasil, o método começou a ser praticado em 2003, no Rio Grande do Sul, servindo de modelo para os demais estados .

Fonte: ANDI 

________________

SUGESTÃO DE INFORMAÇÃO PARA SER SOCIALIZADA NAS ESCOLAS DO ESTADO

Fundação Telefônica abre inscrições para o 6º Concurso Causos do ECA

· Objetivo é dar visibilidade ao ECA – Estatudo da Criança e do Adolescente
· Inscrições estarão abertas até 7 de junho e podem ser feitas pela internet

Estão abertas as inscrições para o 6º Concurso Causos do ECA, promovido pela Fundação Telefônica, pelo Portal Pró-Menino. O concurso, aberto a todos, pretende mostrar como a aplicação do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) impactou positivamente a vida de meninos e meninas, gerando transformação social. As histórias podem ser inscritas até 7 de junho pela internet, no endereço www.promenino.org.br.
O concurso premiará “causos” em duas categorias: “ECA como instrumento de Transformação”, voltada para a divulgação de experiências gerais em que a aplicação do ECA tenha transformado a vida de crianças e adolescentes; e “ECA na Escola”, que prioriza a ação da escola, e é destinada a promover histórias em que o estatuto tenha sido determinante para mudar uma situação na comunidade escolar.
Serão premiados os três primeiros colocados de cada categoria. Assim, será concedido prêmio de R$ 15 mil para os primeiros colocados; de R$ 10 mil, para os segundos e de R$ 5 mil para os terceiros lugares. Pela primeira vez, neste ano, haverá uma premiação por Júri Popular. A votação será realizada pelo Portal Pró-Menino e a história vencedora receberá R$ 10 mil.
A escolha das 20 histórias finalistas se dará por um corpo de jurados formado por pessoas atuantes na área da infância e juventude, da Andi (Agência de Notícias dos Direitos da Infância) e da área de literatura. Dentre elas, quatro serão escolhidas pela coordenação do concurso para servirem de roteiro para a gravação de curtas-metragens, a serem lançados durante o evento de premiação, previsto para novembro. Os “causos” finalistas serão veiculados em uma publicação impressa e outra em meio digital.
A quinta edição do concurso, realizada em 2009, registrou um total de 784 trabalhos inscritos e participação de todos os estados brasileiros. Os “causos” abordaram diversos temas, como abandono e negligência, atos infracionais, medidas socioeducativas, precariedade da situação familiar, inclusão escolar, violência doméstica e protagonismo juvenil.
O concurso Causos do ECA é uma iniciativa da Fundação Telefônica e é desenvolvido em parceria com a Andi e com o Ceats (Centro de Empreendedorismo Social e Administração em Terceiro Setor), da FIA (Fundação Instituto de Administração). O concurso conta com o apoio da Lei Rouanet de Incentivo à Cultura.
Sobre a Fundação Telefônica

A Fundação Telefônica gerencia a maior parte da Ação Social e Cultural do Grupo Telefônica no mundo, demonstrando o compromisso da empresa com as sociedades junto às quais atua. A instituição está presente na Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Espanha, México, Peru, Equador e Venezuela e também desenvolve programas junto a operadoras locais da Telefônica em El Salvador, Guatemala, Nicarágua, Panamá e Uruguai. No Brasil, foi criada em 1999 e atua para o desenvolvimento social, através da consolidação dos direitos das crianças e dos adolescentes. Desde o início de sua atuação, mais de 500 mil pessoas já foram beneficiadas direta ou indiretamente pelos projetos que desenvolve, por meio dos programas EducaRede,  Pró-Menino, Arte e Tecnologia e Voluntários Telefônica.
Informações:
Fundação Telefônica
Assessoria de Imprensa: Marli Romanini
Tel: (11) 3040-2390
E-mail: marli.romanini@bm.com

_________________

Violência sexual contra crianças com deficiência: um tema ainda invisível

Iniciativas governamentais e da sociedade civil brasileira começam a atentar que a deficiência física e intelectual é um elemento vulnerabilizador nos casos de violência sexual. Para combater o problema, manifestações demandam que políticas públicas incluam programas e ações de prevenção

É raro encontrar uma pessoa no Brasil que ainda não tenha ouvido falar de abuso sexual contra crianças e adolescentes. O problema é tema recorrente nos jornais, na internet e nos programas de rádio e tevê. Além disso, nas últimas décadas, costuma ser anunciado como prioridade na pauta de organizações não governamentais e nas ações dos governos Federal, estaduais e municipais. Apesar do debate, muitos aspectos permanecem no mais terrível silêncio. Um deles é a violência sexual contra crianças, adolescentes e jovens com deficiência. A estes, tão credores de direitos como qualquer outro cidadão, ainda não foram garantidas condições de escapar de seus agressores e de situações extremamente violentas. E os casos não são poucos.
Para Itamar Gonçalves, coordenador de Programas da Childhood-Brasil, organização que trabalha no enfrentamento à violência sexual, crianças e adolescentes com deficiência estão mais expostos ao problema porque, muitas vezes, os adultos não acreditam no que elas contam. “A violência sexual normalmente já é marcada pelo silêncio e medo. A deficiência potencializa isso. Há casos, em que a situação só vem à tona quando há uma gravidez”.
A ausência de programas e ações voltadas para a prevenção é outro obstáculo no enfrentamento dos crimes sexuais contra meninas e meninos com deficiência. Daniele Bastos, assistente de projetos da ONG Escola de Gente, organização carioca que atua na inclusão da pessoa com deficiência por meio da comunicação, aponta que a recorrência de relatos de vítimas de abuso sexual fez com que se tentasse articular um projeto específico para a área, mas a empreitada esbarrou justamente na ausência de dados que relacionem violência sexual e deficiência. “Este é um assunto a ser pensado urgentemente, a começar pela dificuldade em reunir informações”, denuncia.
Traumas
Tais entraves fazem reproduzir pelo Brasil casos como o do estudante João. Com 23 anos, ele fica nervoso e precisa de calmantes toda vez que relata os episódios de abuso sexual que sofreu desde criança. Diagnosticado com deficiência intelectual e com dificuldade em sua locomoção, João não conseguia denunciar as violências cometidas pelo padrasto, e que só foram descobertas aos 16, quando o homem foi flagrado em seu quarto.
A situação de João não difere em quase nada da de tantos meninos e meninas abusados no Brasil. Porém, traz um agravante. Com deficiência motora, João nunca teve condições de correr de seu agressor e, com a voz embaraçada, também enfrentava mais dificuldades em verbalizar o abuso para a família. Mesmo com a prisão do padrasto, só agora João será ouvido no processo que apura as responsabilidades. “Todas as testemunhas já foram ouvidas, mas a Justiça o considerava incapaz de relatar o fato”, afirma a advogada do rapaz.
Falta uma visão mais abrangente
A socióloga Marlene Vaz, que há anos pesquisa os fenômenos do abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes, afirma que existe uma distância entre a gravidade da situação e as ações preventivas. Já a secretária-executiva do Comitê Nacional de Enfrentamento à Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes, Neide Castanha, confirma a precariedade de informações que relacionam violência sexual e deficiência. Segundo ela, para enfrentar a violência sexual contra qualquer criança ou adolescente, é preciso políticas baseadas na intersetorialidade, em uma visão sistêmica e na integração. “Ainda temos uma cultura muito fisiologista e autárquica, que conduz ao pensamento de que determinada ação pertence a essa ou àquela organização. Isso é o oposto da integração e entrava o sucesso das ações”. Apesar da crítica, Neide aponta avanços. “Ainda não há visibilidade de resultados, mas estamos no caminho certo. Quando começamos a enfrentar a violência sexual de forma organizada, não tínhamos sequer um marco teórico que nos dissesse o que é intersetorialidade. Hoje já vencemos essa questão e podemos pensar em vários recortes na violência sexual, entre eles a deficiência, por exemplo”.
Mesmo incipientes e pouco visíveis, aos poucos surgem os primeiros movimentos que consideram a deficiência como mais um elemento vulnerabilizador à violência sexual. No final do ano passado, a Secretaria Estadual da Pessoa com Deficiência de São Paulo abrigou um evento internacional para discutir interfaces relacionadas ao desaparecimento e à exploração sexual de crianças e adolescentes. Na abertura, a professora Gilka Gattás, coordenadora do Projeto Caminho de Volta, da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), apresentou dados que apontam que entre 8% e 10% das crianças e adolescentes desaparecidos têm deficiência intelectual ou física.
Outro avanço são as parcerias entre sociedade civil e Estado. Este ano, a Childhood Brasil lançou o Guia de Referência – Construindo uma Cultura Escolar de Prevenção à Violência Sexual, e dedicou algumas páginas da publicação à questão das crianças com deficiência. Realizado em parceria com a Secretaria Municipal de Educação de São Paulo, o guia menciona, por exemplo, que as crianças com deficiência que sofrem abuso resistem a fazer a higiene pessoal, apresentam piora no desempenho intelectual e mostram um comportamento sexual inadequado para a idade física e mental.
Articulado com as demais ações da organização, o guia aposta no trabalho colaborativo – já houve parcerias com gestores de outros estados e municípios brasileiros –, na integração de redes e na informação de profissionais que estão em contato direto com meninos e meninas. Para Itamar Gonçalves, o caminho para enfrentar a violência sexual que afeta crianças e adolescentes, incluindo os com deficiência, está na atenção integral em áreas como saúde, educação e assistência. É preciso, explica ele, oferecer os serviços que esses grupos etários e suas famílias precisam. “Ás vezes, a criança revela o abuso na escola, no posto de saúde; e o profissional que a atende necessita estar preparado para identificar o problema e encaminhá-la à rede de assistência”, conclui.
Violência Silenciosa
A violência sexual contra crianças e adolescentes com deficiência é tão comum quanto silenciosa. Atualmente, no Brasil, não existem dados sobre o fenômeno. O Disque Denúncia Nacional, o Disque 100, que é um dos mais completos registros sobre a questão da violência sexual, recolhe as informações sobre a condição da vítima, inclusive se apresenta alguma deficiência, mas ainda não incluiu esse tipo de dado em seus relatórios. A SEDH, órgão gestor do Disque 100, informa que o software da Central de Atendimento do Disque Denúncia Nacional está em fase de migração para outro sistema que possa facilitar a extração e o acompanhamento dos casos e, a partir de fevereiro de 2010, será possível um acompanhamento mais detalhado sobre a questão de pessoas com deficiência que foram vítimas de violência.
Uma realidade ainda invisível
Para organizações que atuam na inclusão das pessoas com deficiência, é consenso a existência da violência sexual, agravada pelas dificuldades de entendimento, verbalização e até reação física contra abusadores. Para Eliana Oliveira Victor, vice-presidente da Associação para Valorização de Pessoas com Deficiência (Avape), a violência sexual faz parte de um cenário maior de exclusão da pessoa com deficiência, em que falta educação formal, políticas de inclusão profissional e mesmo afirmação na sociedade. “As carências são muitas e a sociedade ainda precisa entender que a pessoa com deficiência é como todos nós e tem as mesmas necessidades, incluindo o direito a uma sexualidade sadia”, sugere.
Apostando nisso, a rede de franquias social que vem sendo construída pela Avape implementa grupos de sexualidade com jovens de idade cronológica entre 18 e 30 anos, com deficiência intelectual leve. Os grupos estão hoje em oito unidades no estado de São Paulo e no Rio de Janeiro. Acompanhados por uma psicóloga, os jovens se reúnem uma vez por semana para tratar de assuntos como gravidez e doenças sexualmente transmissíveis (DSTs). Nos encontros, o tema do abuso sexual surgiu espontaneamente quando alguns dos integrantes relataram já terem sofrido violência durante a infância ou a adolescência. “Muitas vezes eles demoram a identificar, mas quando trabalham aspectos da sexualidade percebem que sofreram violência sexu

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Resultados Étnicos da Conferência Nacional de Educação

 

Resultados Étnicos da Conferência Nacional de Educação.

por Arísia Barros

http://www.cadaminuto.com.br/index.php/blog/raizes-da-africa

Em um momento ímpar de exercício coletivo e fraterno do poder argumentativo um equilibrado caldeirão étnico de povos e ideologias mobilizou a plenária da Conferência Nacional de Educação, ocorrida de 28 de março a 01 de abril, no Centro de Convenções Ulisses Guimarães em Brasília, na aprovação de TODAS as propostas que legitimam os grupos de menor representatividade política na configuração étnico-cultural e sócio-educacional do Plano Nacional de Educação do próximo decênio.

Ganhamos a primeira batalha. Que nossa unidade de luta torne-se cúmplice na utilização de novos mecanismos para mobilizar bases de sustentação no Congresso Nacional para a conseqüente aprovação de um novo Plano Nacional de Educação como política de estado.
São as seguintes diretrizes do Eixo VI – Justiça Social, Educação e Trabalho: Inclusão, Diversidade e Igualdade que foram contempladas:

279 I- Quanto às relações étnico-raciais:

a) Garantir a criação de condições políticas,pedagógicas, em especial financeiras,para a efetivação do Plano Nacional de Implementação das Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnicorraciais e para o Ensino de História e Cultura Afro-brasileira e Africana (Lei nº 10.639/03) no âmbito dos diversos sistemas de ensino, orientando-os para garantir a implementação das respectivas diretrizes curriculares nacionais, desde a educação infantil até a educação superior,obedecendo prazo e metas definidos no Plano Nacional de Educação e novo Plano Nacional de Educação e implantação das Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-raciais e para o Ensino de História e Cultura Afro-brasileira (Lei n° 10.639/03) e dispondo de recursos provenientes de vinculação ou subvinculação definidas nas Leis nº. 10.639/03 e nº.11.645/2008.
b) Garantir o cumprimento integral dos artigos da Resolução 01/2004 do CNE/CP e que sejam considerados os termos do Parecer CNE/CP 03/2004.
c) Garantir que as instituições de ensino superior cumpram o Art. 1º, § 1º e o Art. 6º da Resolução 01/2004 do CNE/CP.

d) Construir um lugar efetivo no Plano de Desenvolvimento da Educação, para a educação das relações étnico-raciais, de acordo com a Lei n. 10.639/03 e suas modificações posteriores, bem como da Resolução CNE N.01/2004, do Parecer CNE N.03/2004 e do Plano Nacional de Implementação das Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-raciais e Ensino de História e Cultura Afro-Brasileiras.
e) Implementar dentro da política de formação e valorização dos/das profissionais da educação a formação para de acordo com a Lei n. 10.639/03 e n.11.645/08 e suas diretrizes curriculares.
f) Ampliar a oferta,por parte das instituições de ensino superior públicas, de cursos de extensão, especialização,mestrado e doutorado sobre relações étnico-raciais, afro-brasileira, africana e indígena no Brasil, e a história e cultura afro-brasileira e africana.
g) Criar mecanismos que garantam acesso e permanência de populações de
diferentes origens étnicas, considerando a composição étnico-racial da população,em todas as áreas e cursos da educação superior.

h) Garantir as condições institucionais de financiamento, para sensibilização e comunicação, pesquisa, formação de equipes, em regime de colaboração para
a efetivação da Lei.

i) Implementar ações afirmativas como medidas de democratização do acesso e da permanência de negros/as e indígenas nas universidades e demais instituições de ensino superior públicas e garantir condições para a continuidade de estudos em nível de pós-graduação aos formandos que desejam avanço acadêmico.

j) Introduzir, junto a Capes e CNPq, a educação das relações étnico-raciais, afro-brasileira e indígena, e a história e cultura africana e afro-brasileira como uma subárea do conhecimento dentro da grande área das ciências sociais e humanas aplicadas.
k) Desenvolver políticas e ações, especialmente na educação básica e superior, que contribuam para o enfrentamento do racismo institucional, possíveis de existir nas empresas, nas indústrias e no mercado de trabalho,esclarecendo sobre as leis que visam combater o assédio moral, sexual e demais atos de preconceito e desrespeito à dignidade humana.

279 A- Quanto à Educação Quilombola

279 B- Garantir a elaboração de uma legislação específica para a educação
quilombola, com a participação do movimento negro quilombola, assegurando o direito à preservação de suas manifestações culturais e à sustentabilidade de seu território tradicional.
279 C- Assegurar que a alimentação e a infraestrutura escolar quilombola respeitem a cultura alimentar, observando o cuidado com o meio ambiente e a geografia local.
279 D- Promover a formação específica e diferenciada (inicial e continuada) aos profissionais das escolas quilombolas, propiciando a elaboração de materiais didático-pedagógicos contextualizados com a identidade étnico-racial do grupo.

279 E- Garantir a participação de representantes quilombolas na composição dos conselhos referentes à educação, nos três entes federados.

279 F- Instituir um programa específico de licenciatura para quilombolas, visando garantir a valorização e a preservação cultural dessas comunidades étnicas.
279 G-. Garantir aos professores quilombolas a sua formação em serviço e, quando for o

caso, concomitantemente com a sua própria escolarização.

279 H- Instituir o Plano Nacional de Educação Quilombola, visando à valorização plena das culturas das comunidades quilombolas, a afirmação e manutenção de sua diversidade étnica.
279 I- Assegurar que a atividade docente nas escolas quilombolas seja exercida preferencialmente por professores/as oriundos/as das comunidades quilombolas

Chamada pública para pequenos projetos sociais

 

O Programa Ação para Crianças, desenvolvido pela CESE – Coordenadoria Ecumênica de Serviço, lança uma chamada pública para pequenos projetos sociais que visem beneficiar, direta ou indiretamente, a infância e adolescência.

Além de contribuir para a defesa dos direitos de crianças e adolescentes, o Programa Ação para Crianças visa ainda promover a criatividade e a inovação das organizações na mobilização de recursos, através da sensibilização e da participação da população em geral para as causas defendidas por elas. A CESE dobra o valor arrecado em ações promovidas pelos projetos!

O período de recebimento das propostas é de 05 de abril até 16 de maio de 2010.

CESE lança chamada para projetos
(04/04/2010)


Por meio do Programa Ação para Criança, a entidade receberá projetos até o dia 16 de maio de 2010.
A proposta da iniciativa é dobrar o valor arrecado em pequenos projetos que beneficiem crianças e adolescentes utilizando a metodologia da dupla participação.

O Programa Ação para Crianças, desenvolvido pela CESE – Coordenadoria Ecumênica de Serviço lança uma chamada pública para pequenos projetos sociais que visem beneficiar, direta ou indiretamente, a infância e adolescência. O período de recebimento das propostas é do dia 29 de março até 16 de maio de 2010.

Para participar os interessados devem enviar exclusivamente a proposta de projeto para projeto@cese.org.br (não serão considerados projetos enviados por correio ou para outros endereços eletrônicos da CESE). O arquivo encaminhado deve conter a proposta com orçamento e plano da atividade de mobilização de recursos. Os projetos recebidos serão analisados a partir da clareza do trabalho apresentado para o benefício de crianças e adolescentes, mesmo que indiretamente. A divulgação dos projetos selecionados será feita pelo site da CESE –www.cese.org.br – no dia 16 de junho de 2010.

A CESE dá prioridade aos chamados “pequenos projetos”, de caráter pontual, que tornam seu apoio uma “semente” que, somada ao empenho dos grupos beneficiários, deve germinar, crescer e multiplicar-se. A CESE respeita a autonomia dos grupos apoiados e incentiva a participação popular nas políticas públicas, evitando, desta forma, criar laços de dependência. Com esta chamada de projetos, a CESE quer conhecer, apoiar e dar visibilidade a iniciativas voltadas para a defesa dos direitos de crianças e adolescentes, por meio do Programa Ação para Crianças, que adota a metodologia de ‘Dupla Participação’.

Para mais informações e link do formulário para elaboração de projetos, visite a página do Programa Ação Para Crianças, clicando aqui.

Dupla Participação e benefício social
O objetivo do Programa Ação para Crianças é inovador, pois estimula que as organizações e movimentos populares construam, através da metodologia de ‘Dupla participação’, uma maior auto-sustentação financeira por meio de ações de mobilização de recursos envolvendo a comunidade, parceiros locais, doações de empresas etc. São duas as formas de mobilização:

a) A organização que tem um projeto a ser desenvolvido realiza uma atividade (ou várias) de mobilização de recursos, depois envia para a CESE o que foi obtido e a CESE envia de volta esse valor dobrado.

b) Um grupo (estudantes, amigos, vizinhos, associação) mobiliza recursos para apoiar o projeto de uma outra organização. O valor arrecadado nas atividades de mobilização é enviado para a CESE e volta dobrado para a entidade que executará o projeto.


Participação da sociedade
A proposta da CESE com o Programa Ação para Crianças é promover a criatividade e a inovação das organizações na mobilização de recursos, através da sensibilização e da participação da população em geral para as causas defendidas por elas.

Em Vitória da Conquista/BA, a Creche Joana D’Arc elaborou o Projeto Viva Infância – que visava qualificar as atividades de desenvolvimento emocional, psicológico e motor das crianças. Para mobilizar o recurso a equipe pedagógica junto com a população local, realizou um bazar que arrecadou R$ 2.185,50, tendo o recurso dobrado pela ‘Dupla Participação’. Os R$ 4.371,00 serviram para comprar os equipamentos educativos e brinquedos pedagógicos da nova brinquedoteca que agora atende 175 meninos e meninas, de 2 a 6 anos. Além disso, a CESE oferta, de acordo com a disponibilidade do estoque, material para auxiliar na mobilização de recurso (cartazes, panfletos, balões e camisetas) e o guia de mobilização de recursos que conta com uma série de atividades já realizadas por grupos populares e que podem servir como “inspiração” à elaboração da sua atividade.

Programa Ação para Crianças

Até o final de 2009 o Programa beneficiou 12.757 meninos e meninas em diversos Estados do País. Agora quer fortalecer a participação de escolas, organizações não governamentais, igrejas, sindicatos, associações de bairro, entre outros grupos.

Mais informações sobre os critério e o processo de apresentação de projetos para a CESE estão disponíveis na página Ação para Crianças.

CESE desde 1973 incentivando ações sociais

A CESE atua há 36 anos com movimentos e organizações de luta pela garantia de direitos no Brasil. Desde 73 já apoiou cerca de 10 mil iniciativas, numa média de 400 projetos por ano, voltados a mais de 9,5 milhões de pessoas. Grupos de pequenos produtores, sem-teto, trabalhadores da economia solidária, povos indígenas, quilombolas, crianças e adolescentes, foram beneficiados pela instituição. A CESE quer fortalecer as organizações da sociedade civil, especialmente as populares, empenhadas nas transformações políticas, econômicas e sociais. Ações que conduzem a uma democracia com justiça. Mais sobre a www.cese.org.br.

_____________

New Earth Leaders

07/04/10

“A ABDL – Associação Brasileira para o Desenvolvimento de Lideranças prorrogou as inscrições para o programa de formação de Lideranças em Sustentabilidade – New Earth Leaders, uma inédita parceria educativa internacional com o propósito de fomentar entre jovens executivos iniciativas práticas no campo da sustentabilidade.

O New Earth Leaders é dirigido a jovens profissionais do Brasil e da Holanda, que tenham especial interesse em colaborar com iniciativas voltadas a sustentabilidade e a responsabilidade social empresarial dentro de suas organizações. O programa foi inspirado nos princípios da Carta da Terra, declaração de princípios éticos nascida na Rio Eco-92 e tem como objetivo propiciar o desenvolvimento de liderança entre jovens profissionais, importantes protagonistas para um futuro sustentável.
Para mais informações e inscrições, que vão até o dia 30/04, acesse: www.abdl.org.br ou entre em contato: abdl@abdl.org.br e +55 11 37191532”

___________

Semiárido baiano ganha mais uma ferramenta de comunicação

06/04/10

O Centro de Assessoria do Assuruá (CAA), entidade não-governamental com 19 anos de atuação a Bahia, lança mais uma estratégia de comunicação para divulgar ações focadas no desenvolvimento sustentável das comunidades sertanejas. Através de informativo eletrônico distribuído a partir desta segunda-feira (5), será possível conhecer iniciativas que estão melhorando significativamente a qualidade de vida de diversas famílias do semiárido baiano.

São atividades de incentivo à participação popular, construção de cisternas e outros equipamentos de armazenamento de água, incentivo à agricultura familiar com foco na agroecologia e economia solidária, entre outras.

Na primeira edição do informativo, três notícias estarão em destaque: a posse dos novos membros do Consea/Ba, a realização do I Seminário Estadual de Educação, Segurança Alimentar e Nutricional, além da série de oficinas sobre fiscalização das contas públicas, promovida pela campanha “Quem não deve não teme”.

As ações de comunicação do CAA também incluem divulgação em rádios, jornais, sites, entre outras iniciativas, viabilizadas por meio de diversos parceiros. Para saber um pouco mais sobre a entidade, basta acessar www.caabahia.org.br. Críticas e sugestões: contato@caabahia.org.br.

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Edital Petrobras

 

Car@s Parceir@s,

Segue possibilidade de envio de projeto à Petrobrás. o site para acesso a todas as informações é:

http://www.petrobras.com.br/minisite/desenvolvimentoecidadania/perguntas/#qst8

REGULAMENTO - Projetos

Serão aceitos projetos sob responsabilidade de organismos governamentais, não governamentais e comunitários, constituídos sob as leis brasileiras, sem finalidades lucrativas, e com atuação no Terceiro Setor, tais como associações, fundações, organizações não governamentais, OSCIPs, entre outras.

Poderão candidatar-se projetos em andamento ou em fase de planejamento que tenham como foco ao menos uma das seguintes linhas de atuação:

  • Geração de renda e oportunidade de trabalho;
  • Educação para a qualificação profissional; e
  • Garantia dos direitos da criança e do adolescente.

Os projetos inscritos devem contemplar ações diretas que se relacionem às atividades de implantação, implementação, expansão, aperfeiçoamento ou replicação do projeto.

Para esta seleção foram destinados R$ 110 milhões, por um período de dois anos, podendo ser inscritos projetos que solicitem valor de patrocínio de até R$ 1.450.000,00 por biênio (24 meses), com a possibilidade de renovação por 2 (dois) anos.

Projetos de valor superior a R$ 1.450.000,00 serão aceitos desde que os valores solicitados à Seleção Pública do Programa Petrobras Desenvolvimento & Cidadania não ultrapassem esta soma. Os excedentes devem ser provenientes de outras fontes, e a captação desse valor com a participação de outra entidade precisa ser comprovada obrigatoriamente para a contratação, mediante a apresentação de cópias de contratos, termos de parceria, ou outros documentos e/ou comprovantes bancários que se façam necessários, a critério da Petrobras.

Para o orçamento de seu projeto, o proponente deve considerar a incidência de todos os tributos e demais encargos e obrigações previstas em lei, incluídas as trabalhistas e as de direito autoral.

Projetos com foco em geração de renda e oportunidade de trabalho devem prever o acompanhamento da evolução da renda dos participantes.

Projetos com foco na educação para qualificação profissional devem realizar ações que propiciem condições aos seus participantes de entrar no mundo do trabalho. Os cursos de qualificação profissional propostos devem oferecer certificados aos participantes, preferencialmente validados por instituição nacionalmente reconhecida. Projetos que desenvolvam atividades de educação devem comprovar a evolução da escolaridade dos participantes.

Projetos com foco na garantia dos direitos da criança e do adolescente que desenvolvam atividades de educação complementar devem se certificar de que os participantes apresentem evolução de desempenho na educação formal. Aqueles voltados à área da proteção (saúde, creche e pré-escola, combate ao trabalho infantil, combate à exploração sexual e programas sócio-educativos) devem garantir que os atendidos concluam o período integral do atendimento. E os que trabalham com a qualificação dos profissionais integrantes da Rede de Garantias dos Direitos da Criança e do Adolescente devem assegurar a sua presença em atividades de formação.

Para sua elaboração, os projetos devem seguir as orientações do Roteiro para Elaboração de Projetos, serem apresentados segundo o Formulário de Apresentação de Projetos e enviados em três vias, encadernadas separadamente, em formato A4, acompanhados exclusivamente dos seguintes documentos:

  • resumo do currículo da equipe de coordenação do projeto;
  • documento de comprovação de inscrição junto ao Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente, de acordo com os artigos 90 e 91 do Estatuto da Criança e do Adolescente – ECA, quando se tratar de projetos cujos atendidos sejam crianças ou adolescentes (0 a 18 anos).

ATENÇÃO!


Ainda que indiretamente, se a instituição identificar atendimento a crianças e adolescentes no decorrer do projeto, será obrigatória a apresentação, pela instituição, do documento de comprovação de inscrição junto ao Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente. A não apresentação deste documento ou a não formatação do projeto segundo os modelos acima citados implicará a desclassificação da proposta.

ATENÇÃO!


Os projetos não serão devolvidos, qualquer que seja o resultado da seleção.

Para conhecer e divulgar-inscrever

Boa sorte

Nelma Nunes

Secretaria de Estado da Mulher, da Cidadania e dos Direitos Humanos (SEMCDH/CEDCA)

ADE SIPIA-CT-Web - Alagoas

Fone/Fax: (82) 3315.1792 Cel.:(82) 8883.7564

Pelo portal Sipia CT (https://www.sipia.org.br/), o cidadão poderá fazer a denúncia.

terça-feira, 6 de abril de 2010

Qual a Juventude que queremos?

 Qual a Juventude que queremos?
Envolto em tamanhas desigualdades sociais, políticas e educacionais que compõem o cenário real da Sociedade brasileira na segunda metade do século vinte, evidencia-se a exemplar e respeitável classe estudantil.
A rigor, esse grupo se auto organizava e dominava o cenário, mobilizando todas as classes, opondo-se às arbitrariedades dos governos conservadores e/ou dominantes até os governos militares sem qualquer receio ou desencorajamento mesmo sofrendo diversas opressões das mais variadas formas: perseguição política, as extradições, torturas, anulação de direitos até mesmo à voz e imensas agressões. Era uma época em que se buscava não só liberdades individuais contra a escravidão da ditadura e a prepotência dos governantes.
Ademais, é importante dissociarmos de toda e qualquer forma de movimento representativo, estudantil ou não, a denominação preconceituosa de vandalismo ou baderna. Reserva-se a todos nós o direito de opor, criticar, opinar, atuar e protagonizar em prol de uma transformação da realidade em nosso entorno.
Ação como a dos integrantes da “passeata dos cem mil”, dos “caras pintadas”, dos grêmios, centros acadêmicos e dos diretórios centrais de estudantes e entidades diversas, deixaram uma herança louvável que atualmente é mais utilizada como conhecimento ou fato histórico do que instrumento de propagação para o continuado protagonismo juvenil.
Esse é um lado da questão que agora passamos a comentar, que nos impõem uma imensa responsabilidade!
A vantagem de termos um passado sem medos, infelizmente não ajuda muito a combater a “nova política de dominação da massa”, até mesmo da juventude que hoje se torna cúmplice de um sistema social conformador e pacificador, que se sujeita a um sistema competitivo, exaltador da mera estabilidade no mercado de trabalho, a estabilidade financeira, o consumismo, o individualismo, redutor da reflexão por parte dessas classes, do seu verdadeiro valor e do seu papel como cidadãos.
Parecemos voltar ao pensamento pedagógico renascentista como quando se defendia uma educação individualizada, o auto governo do jovem aluno à competição.
Mas o que pensar de tudo isso? A juventude continua a mesma com seus medos, dúvidas e culpas. Mas por que a bravura, a força e a coragem parecem características tão distantes de nossa juventude atual? Onde está o mal?
As denúncias ocorrentes sobre o envolvimento de políticos em escândalos de corrupção deram muito que falar e criaram sim certa desconfiança que estimula a cada dia a nos calarmos diante de um assunto tão importante que é a política. Mas significa que a culpa é da falta de ética na política? Se felizmente o homem é livre para definir sua conduta (e sofrer as conseqüências desta) pode optar por ser corrupto a qualquer momento. É preciso lembrar que a política é feita por seres humanos como nós. Então, é possível sonhar com um mundo livre deste mal?
Contudo, a corrupção é um mal tão grande quanto a injustiça social e/ou a proliferação da violência urbana, mas, não é a causa destes e sim, componente de um conjunto de males que atuam ao longo de nossa história, construindo nossa civilização.
Então, a “culpa” é da civilização? Não ganharemos muito se condenarmos o processo civilizatório. Homens e mulheres poderiam permanecer humanos e não praticar o mal? Aliás, uma civilização do “bem” total seria algo mais que uma utopia hipócrita?
Então a “culpa” é da educação? O Brasil não estava preparado, com o advento da democracia, no campo educacional?
Ora, desde muito cedo se percebe uma diferenciação entre o povo de um lado, e políticos, de outro, passando uma concepção de política que favoreceu a prática da corrupção: a idéia de que a política e seus negócios são “coisas só de político”, propagando os chamados “analfabetos políticos” que deixam de ficar atentos para cuidar e preservar o bem público que é tanto deles, quanto meu, é nosso. A boa idéia seria que cada um de nós pensasse no bem comum.
Mas na pratica é bem diferente. Primeiro parece deturpado o conceito de cidadão: os direitos do “cidadão” são os direitos do consumidor; depois, cada jovem permanece preocupado mais em obter seu próprio sonho de consumo do que em pensar no bem comum.
Estamos conduzidos pela “nova política de dominação de massa”, como disse anteriormente. Preocupados demais com o nosso pão de cada dia, em passar no vestibular ou com a marca do próximo celular novo. Como podemos nos manter atentos à coisa pública diante dessa “cultura do individualismo?” Dar prioridade aos interesses particulares contra interesses coletivos, isso sim, não é um ato antiético?
Mas alguns podem estar se perguntando: mas que mal há em querer o bem somente para mim, meus pais, meus irmãos, sem se importar com os outros? Todo ato de injustiça é um ato de corrupção.
Somos injustos quando achamos que a pessoa ao lado merece menos respeito que nós ou que os outros. O preconceito, a discriminação, a desigualdade também são um ato de corrupção. Assim, a corrupção não é um mal exclusivo de quem faz política.
A decisão de não se importar com os outros pode estar em qualquer uma das relações humanas, desde as maiores, como uma campanha eleitoral, às menores, como ceder ou não o lugar no ônibus para alguém diferente de nós, mesmo tendo consciência que (aquele) está salvaguardado por lei.
A reflexão que apresento a todos não é a da fragilidade na ação política estudantil que infelizmente é produto da liberdade humana, mas, que se não houver, por parte de cada um de nós participação constante, interesse incansável nos negócios públicos, sempre haverá quem decida em nosso lugar e quase nunca a nosso favor. Devo dizer também que nenhum de nós sozinho acabará com a corrupção.
O desafio, portanto, não é o da simples preparação do jovem apto para o vestibular ou para uma carreira profissional bem remunerada, mas o do ser completo e do ser cidadão integrante do processo de transformação social.
O Estado, como percebemos, continua ausente no exercício de uma função que lhe é primordial: educar para a cidadania. O que nós jovens precisamos perceber é que cada contribuição de hoje é significativa para o retorno que teremos com esse esforço em nossa formação como indivíduos. E a Sociedade como um todo se beneficiará mais ainda.
Geysla Viana

Desigualdade entre negros e brancos cai na educação, mas com pouco impacto na renda

 

Reportagens

Brasília, 05/04/2010
Desigualdade entre negros e brancos cai na educação, mas com pouco impacto na renda
Matrícula escolar e analfabetismo entre jovens melhoram mais para pretos e partos; diferença entre ganhos no trabalho tem leve recuo

Fundação Palmares/Divulgação

Leia também

ODM: o que Brasil já fez e o que falta fazer
A 5 anos dos ODM, Brasil atinge duas metas
Em esgoto, Brasil rural é pior que Sudão
Brasil só atinge ODM com avanço de negros
Branco de 91 supera negro de 2005 no IDH

As disparidades entre negros e brancos têm diminuído na educação, mas isso ainda não se refletiu em queda da desigualdade de renda na mesma proporção, indica o quarto Relatório Nacional de Acompanhamento dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM), lançado pelo governo federal no fim de março, em Brasília.

Entre a população que trabalha, o rendimento de pretos ou pardos melhorou um pouco mais que o dos brancos, e a inequidade caiu. Na população como um todo a pobreza encolheu, mas a redução foi semelhante entre os dois grupos — a desigualdade, portanto, se manteve. Na avaliação do estudo, “os dados indicam a persistência de práticas de discriminação”.

A diminuição do abismo entre brancos e negros (pretos ou pardos) não é um Objetivo do Milênio específico — aliás, a ausência de um enfoque sobre as desigualdades em geral nos ODM é alvo de críticas de estudiosos. No entanto, representantes da ONU no Brasil têm destacado a importância de que as metas sejam atingidas para todos os grupos. "O gênero, a raça, a etnia e o local de nascimento de uma criança brasileira ainda determinam, em grande parte, suas oportunidades futuras. Essas desigualdades têm repercussões diretas também na saúde da mulher e na razão da mortalidade materna", afirma a coordenadora-residente interina do Sistema das Nações Unidas no Brasil, Marie Pierre Poirier, na apresentação do relatório.

 

O estudo mostra que a tendência de universalização do ensino fundamental — uma política mais geral, não voltada a determinadas etnias especificamente — beneficiou negros e brancos. Em 1992, o percentual de pessoas de 7 a 14 anos que frequentavam o ensino fundamental era de 75,3% para pretos ou pardos e 87,5% para brancos. Já em 2008, as porcentagens eram praticamente iguais: 94,7% no primeiro caso e 95,4% no segundo.

Um dos efeitos disso foi a queda da desigualdade no analfabetismo. Na faixa etária de 15 a 24 anos, a taxa era de 95,6% para os brancos e 86,8% para os negros, em 1992. Já em 2008 os números eram parecidos: 98,7% para os brancos, 97,3% para pretos ou pardos.

No ensino médio a desigualdade ainda persiste, embora em nível menor. Em 1992, a proporção de brancos de 15 a 17 anos matriculados no antigo colegial (27,1%) era quase o triplo da dos negros (9,2%). Em 2008, a diferença havia caído para 44% (61% entre os brancos, 42,2% entre pretos ou pardos). Quanto se adiciona o componente gênero, porém, a questão se agrava. "As negras frequentam menos as escolas, apresentam menores médias de anos de estudo e maior defasagem escolar", afirma o estudo.

Rendimentos

Se o perfil educacional de negros e brancos ficou mais parecido, poderia se esperar que o mesmo acontecesse com o rendimento. Não é o que tem ocorrido. A distância entre trabalhadores brancos e os de cor preta ou parda diminuiu, mas ainda é grande. Em 2008, estes últimos recebiam somente 56,7% da remuneração dos primeiros, enquanto dez anos antes o percentual era de 48,4%. "Tal diferencial se deve, em grande medida, à menor escolaridade média da população preta e parda, que, no entanto, não é suficiente para explicar as diferenças de rendimentos", afirma o relatório.

O confronto dos dados de 1998 com os de 2008 mostra que, nos dez anos e para todas as faixas de escolaridade, os pretos ou pardos sempre estiveram em situação pior na população ocupada. Ao longo desse período, a desigualdade caiu entre quem tem até 4 anos de estudos ( no máximo o antigo primário, portanto) e quem tem de 9 a 11 anos de estudos (ensino médio completo ou incompleto). Mas não mudou entre trabalhadores com 5 a 8 anos de estudos (antigo ginásio completo ou incompleto) e aumentou entre os que têm superior completo e incompleto.

Quando se leva em conta não apenas os trabalhadores, mas toda a população, a desigualdade se mostra estável. O relatório aponta que, em 1990, 37,1% dos pretos ou pardos viviam abaixo da linha de extrema pobreza do Banco Mundial (US$ 1,25 ao dia, em dólar calculado pela paridade do poder de compra, que desconta as diferenças de custo de vida entre os países). Em 2008, a proporção havia caído para 6,6% — um recuo de 82% no período. Entre os brancos, a queda foi semelhante (83%): de 16,5%, em 1990, para 2,8%, no ano retrasado.

Os números mostram, portanto, que a proporção de pessoas muito pobres entre os negros é mais que o dobro que entre os brancos. Sob esse ponto de vista, a desigualdade racial abre um fosso de cinco anos entre os dois grupos: a extrema pobreza de pretos e partos de 2008 era a mesma que a de brancos de 2003. Como afirma o estudo, apesar dos avanços "o objetivo da igualdade racial requereria uma queda mais acelerada da pobreza extrema entre pretos ou pardos".

Nelma Nunes

Secretaria de Estado da Mulher, da Cidadania e dos Direitos Humanos (SEMCDH/CEDCA)

ADE SIPIA-CT-Web - Alagoas

Fone/Fax: (82) 3315.1792 Cel.:(82) 8883.7564

Pelo portal Sipia CT (https://www.sipia.org.br/), o cidadão poderá fazer a denúncia.

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Sátira M. despede-se da Copir/RS

 

04 Abril 2010

RS investe mais de hum milhão na Igualdade Racial

www.satirajornalista.blogspot.com

A jornalista Sátira Machado, ex-titular da Coordenadoria Estadual das Políticas de Igualdade Racial do RS (Copir) e ex-conselheira do Conselho Estadual de Participação e Desenvolvimento da Comunidade Negra (Codene), faz um balanço de sua gestão (2008-2010). www.sjds.rs.gov.br
Desde 1º de abril licenciada do cargo de servidora para concluir o doutorado, após dois anos à frente da Coordenadoria Estadual das Políticas de Igualdade Racial do RS (COPIR), Sátira Machado encerra suas atividades contabilizando mais de hum milhão de reais investidos em políticas públicas de igualdade, repassados através dos projetos: RS Quilombola, RS Negro e Rede Parceria Social.

***
Projeto RS QUILOMBOLA



Quilombo dos Munhós,
em Lavras do Sul

Em 2009, em parceria com o Codene, a Emater e a Sulgás, a COPIR executou o projeto "Construindo Alternativas de Segurança Alimentar e Geração de Renda para as Comunidades Remanescentes de Quilombolas do RS", no valor de 200 mil reais para promover a inclusão produtiva de 764 famílias de 18 comunidades quilombolas de 12 municípios: Tavares, Mostardas, Palmares do Sul, Canguçu, Lavras do Sul, Aceguá, São Gabriel, Nova Palma, Cachoeira do Sul, São Lourenço do Sul, Pelotas e Porto Alegre.
Em janeiro de 2010, em parceria com o Codene, o Departamento Estadual de Assistência Social (DAS/RS), o Conselho Estadual de Assistência Social (CEAS/RS) e os CRAS municipais, a COPIR ampliou o projeto repassando 90 mil reais para as prefeituras qualificarem o atendimento às famílias quilombolas de Tavares, Palmares do Sul, Canguçu, Lavras do Sul, Aceguá, São Gabriel, Nova Palma e Cachoeira do Sul.

Capacitação de Gestores, em Porto Alegre

Em 2010, em parceria com o Codene, o DAS, o CEAS e os CRAS municipais, a COPIR estende o projeto e está em processo de repasse de mais 300 mil reais para as prefeituras atenderem 883 famílias de 30 comunidades quilombolas de 21 municípios: Alegrete, Sertão, Canguçu, Pedras Altas, Pelotas, São Lourenço do Sul, Mostardas, Porto Alegre, Canoas, Terra de Areia, Arroio do Tigre, Formigueiro, Rio Pardo, São Sepé, Viamão, Santana da Boa Vista, Santana do Livramento, Capivari do Sul, Muitos Capões, Rosário do Sul e Salto do Jacuí.
***
Projeto RS NEGRO

Em 2008, em parceria com o Codene, o Arquivo Histórico do RS, o Memorial do RS, a EDIPUCRS e o Banrisul, a COPIR executou o projeto "RS Negro: cartografias sobre a produção do conhecimento", no valor de 30 mil reais, distribuindo 1.000 exemplares da obra para a implantação da Lei Federal 10.639/03, que inclui a "História e Cultura Afro-brasileira" no currículo escolar brasileiro.

Capa livro RS Negro

Em 2009, em parceria com o Codene, o Arquivo Histórico do RS, o Memorial do RS, a EDIPUCRS e o Banrisul executou o projeto "RS Índio: cartografias sobre a produção do conhecimento", no valor de 30 mil reais, distribuindo 1.000 exemplares da obra para a implantação da Lei Federal 11.645/08, que inclui a “História e Cultura Indígena” no currículo escolar brasileiro.
Os livros RS Negro e RS Índio estão disponíveis em www.pucrs.br/edipucrs/ahrs/index.html na forma de e-book (http://www.pucrs.br/edipucrs/ahrs/rsnegro.pdf) (http://www.pucrs.br/edipucrs/ahrs/rsindio.pdf).
As Coordenadorias Regionais de Educação (CREs) da Secretaria de Educação do RS receberam exemplares, nas nove regiões do Estado.
Em 2010, ampliando o projeto em parceria com a Fundação de Educação e Cultura do Sport Club Internacional (Feci), a CEEE e a UERGS, a COPIR lança o projeto "RS NEGRO: educando para a diversidade", no valor de 225 mil reais, cuja ação prevê a distribuição de 1.000 kits multimídia (livro, CDs de audio e aulas, revista, vídeo e poster book) sobre o negro no RS.


Cesardo Júlio Vignochi
, Presidente da Feci

Jorge Vieira da Cunha, Assessor da Feci
A capacitação para o kit será ministrada pela UERGS, universidade que está criando o NEABI - Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas.

Professoras Leunice Oliveira, Maria da Graça Paiva e Maria Helena Santana reunidas com o Pró-Reitor de Extensão da Uergs, Júlio Bernandes na criação do NEABI.
***

Projeto REDE PARCERIA SOCIAL
Em 2009, em parceria com o Codene, a Fundação de Educação e Cultura do Sport Club Internacional (Feci) e a Wal-Mart, a COPIR executou o projeto "Saci Colorado: incluindo a memória afro-brasileira" abrindo edital no valor de 150 mil reais para ações de valorização da história, memória e tradição dos afro-gaúchos.

Isabel Landin, presidente do Négo Foot Ball Club,

protagoniza projetos dos Clubes Sociais Negros na Rede
Nesta primeira edição foram contemplados os seguintes projetos:
Candances” da Associação Négo Foot Ball Club de Venâncio Aires;
Estilo África” da Horta Comunitária Joana de Ângelis de Novo Hamburgo;
Águia Agito, Resgate e Valorização” da Soc.Cultural e Beneficente União de Santa Cruz;
África Nação” da Educativa: Ação p/Saúde, Educação e Cidadania de Alvorada;
Projeto Movimento Circular” da Associação Madre Teresa de Jesus de POA;
Nganos: Memória de um Passado Presente” do Movimento Direitos da Criança e do Adolescente de POA;
Berimbalando Sonhos” da Associação Projeto Surfar de POA;
Anastácias - Guerreiras nas Redes Sociais” da Associação das Mulheres do Multiplicar de Canoas;
Diversidade e Negritude no Morro da Cruz” do Instituto Leonardo Murialdo de POA;
Campo da Cultura” da Associação Comunitária Campo da Tuca de POA.
Em abril de 2010, na segunda edição do projeto "Saci Colorado: incluindo a memória afro-brasileira", a Feci abre novo edital no valor de 200 mil reais, em parceria com a CEEE, para contemplar mais 10 projetos.
**********************
20 DE NOVEMBRO

Em 2009, ampliando a redemocratização do Codene, foram realizadas, de forma inédita e decentralizada, a Abertura e o Encerramento oficiais das Comemorações do 20 de Novembro - Dia da Consciência Negra - no Estado do RS, em parceria com a Casa Civil, Coordenadoria Estadual da Mulher, Escola de Saúde Pública, Prefeitura de Santana do Livramento, entre outros parceiros.

Batista Conceição, Vereador em Livramento

Lorensa Carrion, da Embaixada da África do Sul

Prefeito Wainer Machado, de Livramento
A ABERTURA aconteceu em âmbito internacional, na fronteira entre o Brasil e o Uruguai, nas cidades de Santana do Livramento e Rivera. O evento reuniu mais de 300 lideranças do poder público e da sociedade civil das cidades de Venâncio Aires, Lavras do Sul, Hulha Negra, Caçapava do Sul, Canoas, Palmares do Sul, Candiota, Viamão, Eldorado do Sul, Esteio, Bagé, Aceguá, São Leopoldo, Canguçu, Caxias do Sul, Porto Alegre, além da população da fronteira e da representação da Embaixada da África do Sul no BR, que homenageou Mandela.

OAB de Santana do Livramento recebe

Liliana Cardoso, da CEM

Jaqueline Soares, da Secretaria Estadual de Saúde e

Marcelo Chaves, da Casa Civil do RS, durante evento do 20 de novembro
O ENCERRAMENTO foi marcado pelo 1º Desfile Temático do "20 de Novembro - Dia da Nacional da Consciência Negra" realizado no Brasil, por iniciativa do Presidente do Codene, Victor Hugo Amaro, também vice-presidente da Associação das Entidades Carnavalescas de Porto Alegre e do RS.


Diretoria do Codene
Francisca Dias
, da ACMUN
Victor Hugo Amaro, da AECPARS
Liliana Cardoso, da CEM
Lisiane Ferreira, da Sedac
O evento reuniu mais de 1.200 participantes dos municípios de Caçapava do Sul, Palmares do Sul, Mostardas, São Leopoldo, Canoas, Canguçu, Montenegro, Venâncio Aires, Santa Rosa, Santo Ângelo, Passo Fundo, Brasília e Porto Alegre, que dançaram ao som de samba enredo feito especialmente para a ocasião.

Desfile Temático, com presença de Evandoir e Cristina da Liga da Canela Preta
IGUALDADE RACIAL