segunda-feira, 5 de outubro de 2009

I Encontro de Capacitação Estadual do Observatório Juvenil de Alagoas

 

 

Participação cidadã e o protagonismo de adolescentes são discutidos durante o I Encontro de Capacitação Estadual do Observatório Juvenil de Alagoas

Com o objetivo de impulsionar a participação cidadã e o protagonismo dos adolescentes pelo envolvimento em projetos locais de desenvolvimento e cidadania, foi promovido pela Secretaria de Estado da Mulher, Cidadania e Direitos Humanos e o Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente, nesta sexta-feira (2), o I Encontro de Capacitação Estadual do Observatório Juvenil de Alagoas‏.

O evento reuniu mais de 30 adolescentes no auditório da Secretaria de Estado de Assistência e Desenvolvimento Social, parceira do encontro, que tiveram a oportunidade de sugerir propostas para articulação e funcionamento do Observatório Juvenil de Alagoas

A abertura contou com a presença das secretárias da Mulher, Wedna Miranda e da Assistência, Solange Jurema, dos representantes do Instituto Internacional para o Desenvolvimento da Cidadania – IIDAC – Gilson Scharnik, Neusa Ravaroto e Gilbert Scharnik, da articuladora em Alagoas do Observatório Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente, Soraya Alves Leite, a secretária Executiva do Comitê Estadual do Pacto “Um mundo para a Criança e o Adolescente”, Elizabeth Bastos e a diretora de Políticas para a Criança e o Adolescente, Mônica Peixoto.

“O protagonismo e a participação do jovem nesses espaços hoje são necessários porque amanhã vocês que estarão ocupando as esferas públicas governamentais e continuando a luta para mudar a realidade. Mas, primeiro precisamos começar a discutir outras temáticas para nos conscientizemos do nosso papel e isso passa pelo debate da sexualidade, das questões étnico-raciais e de todos os oprimidos. O combate as opressões é fundamental no processo de transformação social e são os jovens que vão defender essas causas”, afirmou Wedna Miranda.

A adolescente Maria Mariana Costa Melo, representou o Observatório Juvenil em Alagoas, que considerou o encontro como importante para mobilizar os estudantes em torno da luta dos adolescentes. Segundo ela, com a presença e participação efetiva dos estudantes é possível mostrar que as discussões estão surtindo efeito. Cada estado conta com um Observatório Juvenil, que reúne cerca de 30 adolescentes em idade entre 15 e 17 anos. De acordo com Gilson Scharnik, do IIDAC, mais de R$ 3 bilhões estão sendo investidos pelo governo Federal na implementação de políticas para crianças e adolescentes.

“O observatório foi criado justamente para promover um espaço de diálogo e de democracia e para impulsionar o protagonismo dos jovens, com foco na mudança de suas realidades. A juventude é peça chave no processo de transformação social, porque o país possui, hoje, 35 milhões de crianças e adolescentes de 10 a 19 anos. Esses serão um grupo predominante no Brasil pelo menos até 2020. Mas, segundo pesquisas, apenas 7% deles estão atuando na construção da sociedade. Chegou o tempo de não mais ficar esperando o futuro. O adolescente é o presente, o real, e precisa ajudar na construção desse mundo, por meio de políticas públicas”, salientou Gilson Scharnik.

Uma retrospectiva da mobilização dos jovens na década de 60 foi feita pela secretária Solange Jurema, lembrando da grande mobilização na reivindicação de direitos e por um Brasil melhor. “Após a ditadura a juventude ficou acomodada e por isso pagamos um preço muito alto, porque a saída que muitos encontram para gastar suas energias é nas drogas.  Continuo acreditando que é possível mudar o mundo, porque isso só depende de cada um de nós e principalmente dos jovens. É preciso resgatar a luta de anos atrás para a atual realidade do nosso Estado”.

Participaram do encontro os adolescentes delegados que irão representar Alagoas na 8ª Conferência Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente, de 7 a 10 de dezembro, em Brasília; adolescentes com participação ativa ou com representação em redes de enfrentamento à exploração sexual infanto-juvenil, movimentos sociais, organizações da sociedade civil, grupos informais de protagonismo juvenil, quatro adolescentes em cumprimento de medidas no Núcleo Estadual de Atendimento Socioeducativo (Neas) e de outras organizações e setores integrados em processos de promoção, defesa e garantia dos direitos das crianças e dos adolescentes de Maceió e municípios alagoanos.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Observação: somente um membro deste blog pode postar um comentário.