segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Mapeamento etnográfico dá importante passo para inclusão - Alagoas

 

Quilombolas - Alagoas

Mapeamento etnográfico dá importante passo para inclusão

Com iniciativa, surgem novos horizontes para as comunidades reconhecidas, que podem participar de políticas públicas específicas e melhorar sua qualidade de vida

Nicolas Braga

Sandreana Melo Sandreana Melo
Mapeamento etnográfico garante acesso a políticas públicas destinadas a remanescentes de quilombos

A Gerência do Núcleo de Quilombolas deu importantíssimo passo para ajudar os remanescentes quilombolas a sair da condição de excluídos, com a conclusão do Mapeamento Etnográfico. Numa iniciativa inédita no Brasil, foram visitadas 45 comunidades nos últimos 2 anos. O ponto alto desse trabalho foi a entrega de 25 certificados de reconhecimento pela Fundação Cultural Palmares, no dia 18 de novembro de 2009, durante a semana da Consciência Negra, em solenidade ocorrida no Palácio República dos Palmares.
Com mais de 300 páginas que descrevem os aspectos sociais, culturais e econômicos de cada uma das comunidades visitadas, o mapeamento foi idealizado para ser uma ferramenta do processo de certificação das comunidades pela Fundação Cultural Palmares.
“Com o reconhecimento oficial da comunidade como remanescente de povos quilombolas, é mais fácil conseguir recursos para aplicação em projetos de melhoria de vida, entre eles construção de casas, estradas de acesso, postos de saúde, escolas e ampliação de programas sociais do governo federal”, explica Berenita Melo, gerente do Núcleo de Quilombolas do Iteral.
Para elaborar o mapeamento e sensibilizar os moradores sobre a importância da certificação, foi criada uma equipe coordenado por Berenita Melo, sob orientação do historiador Dirceu Lindoso e composta pelo antropólogo Christiano Barros e a cientista social Sandreana Melo. “Para que uma comunidade seja reconhecida oficialmente como remanescente de quilombo, é necessário que a iniciativa parta dela própria; um estudo ou a determinação de pessoas de fora não é suficiente”, explica a gerente do Núcleo Quilombola do Iteral.
Além do mapeamento, foi criado um acervo com mais de 3 mil fotografias onde estão retratados os remanescentes, suas casas, seus costumes e modo de vida. Estima-se que em Alagoas existam mais de 70 comunidades remanescentes de quilombos, mas apenas 23 eram certificadas oficialmente.
Segundo o diretor presidente do Iteral, Geraldo de Majella, a entrega dos certificados foi um passo importantíssimo que abre novos horizontes para as comunidades quilombolas, sendo um deles a participação em políticas públicas específicas destinadas aos remanescentes quilombolas.
“O Iteral trabalha para ajudar ao máximo as comunidades quilombolas para que elas saiam da condição de excluídas em que se encontram há séculos. Por isso, nós estamos trabalhando na confecção do mapa étnico cultural das comunidades remanescentes de quilombo de Alagoas. A primeira parte já foi concluída e resultou no reconhecimento de 25 comunidades e já concluímos as visitas de campo da segunda etapa e estamos no estágio de elaboração do relatório”, afirma o diretor.
De acordo com Majella, a intenção da autarquia é tornar público tanto o mapeamento em si como o acervo de imagens que foi criado. A princípio, esse material estará ao alcance do público no próprio site da autarquia, mas será estendido às bibliotecas públicas do Estado.
A gerente do Núcleo Quilombola do Iteral acrescentou que nessa segunda etapa do mapeamento também foram incluídas as vinte comunidades quilombolas alagoanas já certificadas devido à inexistência de informações sobre elas.
Iniciativa tem reconhecimento nacional
Reconhecendo o esforço desempenhado pela gerência do Núcleo Quilombola do Iteral, o presidente da Fundação Cultural Palmares, Zulu Araújo, parabenizou a parceria entre os governos do Estado e federal. “Os quilombos são a representação simbólica e física da maior tragédia da história brasileira. Em Alagoas, tivemos o maior exemplo de resistência e também de massacre com a Serra da Barriga. O que o governo estadual e a Fundação Cultural Palmares, como órgão executor, têm feito, é reconhecer um direito que deveria ter sido reconhecido desde que o 1° negro pisou aqui”, afirma Zulu Araújo.
Para o remanescente Manoel Oliveira, mais conhecido como Bié, os quilombolas esperam mais respeito e que a qualidade de vida deles melhore com o decorrer do tempo. Ele destaca a infraestrutura, educação e saúde como as áreas que precisam de ações mais imediatas.
Nesse contexto, o Programa Brasil Alfabetizado, do Ministério da Educação, e que em Alagoas conta com o apoio da Secretaria de Estado da Educação e do Esporte, além do próprio Iteral, ampliou o número de salas em comunidades quilombolas. Hoje são 52 turmas em 31 comunidades certificadas e não certificadas de 18 municípios.
ALBINISMO — Quanto à saúde, no fim de outubro o mapeamento genético da comunidade de Filus foi concluído e sua população está sendo acompanhada por médicos a fim de prevenir e monitorar possíveis doenças provocadas em decorrência do albinismo. Esse trabaho está sendo feito pelo Hospital Universitário sob acompanhamento dos médicos Fernando Gomes, Cláudio Cavalcante e Issabela Monlle, com um importante apoio da ouvidora Márcia Rabello.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Cursos UNIAD INPAD - 2010

 

Nelma Nunes

Secretaria de Estado da Mulher, da Cidadania e dos Direitos Humanos (SEMCDH)

ADE SIPIA-CT-Web - Alagoas

Fone/Fax: (82) 3315.1792 Cel.:(82) 8883.7564

Cursos UNIAD / INPAD 2010

1º semestre 2010


Aconselhamento em Dependência Química

O Aconselhamento é parte integrante do trabalho de todo profissional que atue na área de dependência química. Esse curso aprimora as diversas práticas que configuram as ações de: orientar, ajudar, informar, amparar e tratar o usuário ou dependentes
Coordenadores:
Prof. Dr. Ronaldo Laranjeira
Profª. Dra Neliana Buzi Figlie
Objetivos do curso
- Capacitar o aluno para a realização de aconselhamento clínico individual e grupal para dependentes químicos e familiares.
- Informar sobre: aspectos biológicos e psicológicos de cada droga psicotrópica, relacionados às diferentes linhas de tratamento das
dependências químicas, noções básicas de prevenção, políticas públicas e organização de serviços. Leia mais

Acompanhamento Terapêutico nas Clínicas da Dependência

A dependência química é fundamentalmente uma relação alterada entre o indivíduo e o seu consumo de substâncias. Isso leva ao estreitamento do repertório destes usuários, empobrecendo habilidades adquiridas e impedindo o surgimento de nova.

O tratamento deve então ser considerado dentro de uma ampla gama de ações: presença de comorbidades e aspectos biológicos (p.ex. síndrome de abstinência), envolvimento familiar, afastamento de grupos e locais onde o usuário consumia drogas, incentivo a novas formas de relacionamento social.
A prática do AT promove ações capazes de ampliar e criar repertórios, sejam estes internos ou externos. Sua função pode ser adequada para o manejo de situações agudas (sintomas de abstinência), para auxiliar in loco a resolução de conflitos familiares e dificuldades sociais e favorecer o processo de retomada e/ou aquisição de espaços de convívio social. Além disso, passa a ser um interlocutor entre a equipe terapêutica e o ambiente de convívio do dependente.
Corpo docente:
Prof. Dr. Ronaldo Laranjeira
Prof. Dr. Marcelo Ribeiro
Prof. Dr. Hamer Palhares
Lígia Bonacim Duailibi
Alessandra Bonadio
E convidados ... Leia mais

Capacitação em Terapia Familiar no Contexto de Álcool e Drogas

Frequentemente situações clínicas ou institucionais levam profissionais da área de saúde, educação ou jurídica se depararem com familiares em condições de conflito. No Campo da dependência o manejo a familiares é delicado, representa uma peça chave tanto para uma intervenção preventiva ou de tratamento, exigindo do profissional recursos e instrumentos que garantam uma conduta assertiva. Este curso procura capacitar o aluno frente aspectos como compreensão do sistema familiar, aplicação de abordagens familiares existentes no campo de álcool e drogas, condução de casos e procedimentos de encaminhamento.

Coordenação do Curso:
Prof. Roberta Payá

Supervisão:
Prof. Dr. Ronaldo Laranjeira
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Dependência Química e Diversidade Sexual

Devido ao preconceito, estigma, discriminação e violência sofridos pela comunidade de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transgêneros (LGBTT), tem crescido em vários lugares do mundo movimentos reivindicatórios (por exemplo, a "Marcha do Orgulho Gay") como uma expressão do esforço para igualdade de seus direitos como cidadãos, aceitação social, e respeito a sua orientação sexual1.

A epidemia de AIDS nos anos 80 incitou a comunidade gay a reivindicar programas de prevenção de HIV e melhorias dos cuidados médicos, bem como a tentar desmistificar a idéia de "doença gay"2. Muitos progressos foram observados nesta área desde então; no entanto, HIV/AIDS não é o único problema que envolve a diversidade sexual3. Como bem escreveu Vange Leonel em sua coluna na Revista da Folha em 21 de junho de 2009, intitulada Na Saúde e Na Doença: “Sim, somos todos diferentes, mas sujeitos às mesmas delícias e interpéries: homossexuais se casam, se separam, ficam viúvos, são roubados, ganham na loteria, fazem sociedades, perdem emprego, recebem herança, tem filhos, são multados, protestam no PROCON, reivindicam aposentadoria, adoecem, pagam planos de saúde, declaram Imposto de Renda e, assim como heterossexuais, também podem se tornar dependentes de drogas”. Evidências têm demonstrado que homossexuais, bissexuais, transexuais e profissionais do sexo apresentam risco elevado para transtornos relacionados ao uso e abuso de substâncias psicoativas com pior prognóstico quando comparado à população geral4-6.

A maioria dos programas de tratamento destinados a usuários de substâncias psicoativas não investigam ou não abordam questões relativas à orientação afetivo-sexual de seus pacientes. Na prática, observa-se que poucos são os serviços especializados para ter este 'olhar diferenciado' e, freqüentemente, apresentam falta de recursos e/ ou treinamento para atender as necessidades desta população7-9.

Habilidades em reconhecer e estimular a reflexão crítica sobre as questões pertinentes às vulnerabilidades que atravessam o campo da dependência química e da diversidade sexual são fatores importantes no processo de acolhimento, de promoção de saúde e prevenção, de facilitação do acesso e da oferta de serviços e tratamentos adequados para esta população10 11.

Poucas são as pesquisas nacionais, assim como os equipamentos especializados nas duas áreas e as portas de entrada dos dispositivos de saúde que se dedicam a olhar atentamente estas complexas associações. Trata-se afinal de uma situação duplamente estigmatizante: o preconceito e os mitos fomentados pela mídia e pela estrutura política e social ajudam a excluir tanto os usuários de substâncias psicoativas como o público LGBTT.

A importância de se abordar estas duas temáticas reside na necessidade de iniciarmos neste país um debate informado, científico e respeitoso; uma vez que se trata de dois assuntos bastante carregados de estigmas, mitos, preconceitos e condutas "popularescas". Longe de "patologizar ou medicalizar" a questão, mas sim expandir horizontes e conceitos principalmente de profissionais da área da saúde que desejam ser mais assertivos em sua prática de cuidados e atenção a indivíduos desta comunidade.

Profissionais que atendem indivíduos com orientação homoafetiva com problemas de uso/abuso/dependência de substâncias psicoativas serão mais efetivos e assertivos em sua prática clínica diária se puderem compreender como estas comunidades são constituídas e definidas através de seus ícones, seus símbolos, seus festivais, seus rituais, sua linguagem. Assim como, compreender quais os padrões diversos de uso/abuso de álcool, tabaco e outras drogas, fatores de proteção e fatores de risco e as vulnerabilidades que envolvem este público9 11.

Corpo docente:

Dra. Alessandra Diehl

Dra. Denise Leite Vieira

Professor Luca Santoro

Professores convidados

Supervisão

Dra. Neliana Figlie

Dr. Cláudio Jerônimo da Silva

Dr. Ronaldo Laranjeira

Leia mais

Terapia Cognitivo Comportamental Aplicada ao Tratamento da Dependência Química

Corpo docente:

Prof. Dr. Ronaldo Laranjeira
Profª Tânia Houck

Profª Neide Zanelatto

Objetivos do curso

Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa.

 

Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa.

O amor suporta todas as coisas! O amor supera todas as coisas!

Não é o amor a base de toda crença religiosa? Não é o amor a base de todas as lutas e conquistas para um mundo mais justo? É nesse espírito de união, de tolerância e de respeito à diversidade de crenças e não crenças que convidamos a todos para um ato ecumênico no dia 21 de janeiro na Praça do Ferreira as 16:00, onde teremos apresentações culturais e a presença de representantes das mais variadas religiões que contemplam a população cearense. Neste evento problemas como dissociação religiosa, fé e discriminação, preconceito de cor e credo serão abordados.

O Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa foi sancionado pelo presidente Lula e , a data foi oficializada pela Lei nº 11.635 de 27 de dezembro de 2007,do deputado federal Daniel Almeida (PCdoB).

A data, 21 de janeiro, foi escolhida em homenagem à memória de Mãe Gilda, Yalorixá do Terreiro Abassá de Ogum, que morreu no ano 2000, depois de ter a sua imagem depreciada no Jornal Folha Universal. Procurando provocar o debate e gerar a tolerância, a cidade de Salvador foi a primeira no Brasil a ter um dia dedicado ao tema.

Independente de nossa crença ou mesmo não crença cabe observar que vivemos dentro de um contexto social onde todas as formas de intolerância e injustiça se tornam um câncer para uma harmonia social exigindo sempre uma resposta firme e determinada pautada numa ética e cidadania. Podemos então concluir que vivemos numa época em que devemos ter como meta a tolerância à diversidade religiosa, o respeito à autonomia do ser humano e principalmente a consciência de amar incondicionalmente o meu próximo. A declaração universal do direitos humanos afirma que toda pessoa tem o direito à liberdade de pensamento, consciência e religião. Nelson Mandela afirma que as pessoas não nascem odiando e nem discriminando e se aprenderam a odiar, podem ser ensinadas a amar.

Contamos com sua presença para fortalecer nosso ato.

Comissão Organizadora:
Ana Regina ? 8865-7095/3482-9682
Vilma de Melo ? 8839-3166
Alves ? 8894-2040
Patrícia Matos ? 8835-1130

Sebastião Ramos 8780-1796

Mãe Constancia ? 8724-4415
Paulo Rogério ? 8670-1828
Álvaro Bezerra ? 8651-5703
Organização:
Fórum Religioso Afro-Brasileiro do Estado do Ceará
forum Estadual de Entidades do Movimento Negro do Ceará
Associação Afro Brasileira de Cultura ALAGBA
União Espirita Cearense de Umbanda

Grupo de Ex-Testemunhas de Jeová

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Aviso de Pauta: Reinauguração da Praça dos Orixás, em Brasília

 

Palmares recupera símbolo da religiosidade africana e reinagura Praça dos Orixás

Fundação investe R$ 550 mil na recuperação das peças e atenta para a responsabilidade da manutenção do patrimônio público

A Fundação Cultural Palmares, vinculada ao Ministério da Cultura, investiu R$ 730 mil reais na recuperação das estatuas dos Orixás do escultor baiano Tatti Moreno e no evento de reinauguração da Praça dos Orixás, em Brasília. O presidente da Fundação, Zulu Araújo, representará o Ministro da Cultura, Juca Ferreira, no evento que começa a partir das 18h no dia 31 de dezembro. Antes da abertura religiosa com o cortejo a Yemanjá, terá apresentação dos grupos Filhos de Gandhy e Banda Ase Dudu.

As estátuas são réplicas das esculturas instaladas no Dique do Tororó, em Salvador, e foram decapitadas e queimadas em forte indicio de intolerância religiosa. A depredação começou ainda em 2005, mas em 2007, 12 das 16 estátuas foram destruídas.

“É um momento histórico para os adeptos das religiões de matriz áfrica, para os negros, para a Palmares, para o Ministério da Cultura e mais, é um momento histórico para o exercício da cidadania e da democracia em nosso País”, afirma Zulu Araújo.

Para Zulu a restauração das estatuas e a reinaguração da praça representa uma resposta ao ato de vandalismo de quem deveria manter a paz, a harmonia e o respeito ao próximo. “É uma clara manifestação de segmentos religiosos neopentecostais. “O direito ao culto religioso é uma garantia da Constituição Federal e destruir símbolos das religiões africanas não é um desrespeito apenas a fé das pessoas, mas sim a nossa Constituição”.

O processo demorou quase dois anos, explica Zulu. “Foi uma grande batalha a disponibilização de recursos para cumprir nosso papel de enfrentar a intolerância religiosa. Conseguimos o dinheiro, recuperamos os símbolos e agora é preciso que o Governo do Distrito Federal (GDF) cumpra também o seu papel, que é defender o patrimônio público e punir os atos de vandalismo como eles devem ser punidos. Queremos o mesmo tratamento que é dado aos outros espaços públicos, como a Igrejinha da asa Sul, por exemplo, quando ela pegou fogo o GDF deu um jeito de garantir sua recuperação e a praça dos Orixás deve ter o mesmo tratamento e ser qualificado urbanisticamente, com segurança, iluminação, limpeza”.

Além de Zulu Araújo, estarão presentes da solenidade de reinaugaração da Praça dos Orixás, o Ministro da Secretaria Especial de Direitos Humanos, Paulo Vannchi e os presidente da FBEUC, mãe Marinalva, do Ilê Asé Ode, pai Ribamar e da Sociedade Religiosa Ilê Oxum Opó Afonjá Oni Xangô, pai Raimundo.

Local:

Ponte Costa e Silva (Prainha)

Programação:

18h – Solenidade de reinauguração da Praça

19h – Apresentação dos Filhos de Gandhy

20h – Apresentação cultural da Banda Ase Dudu

21h – Abertura religiosa – cortejo a Yemanjá

Valores:

Recuperação das peças – R$ 550 mil

Reinauguração da Praça dos Orixás – R$ 180 mil

Assessoria de Comunicação

Fundação Cultural Palmares

Ministério da Cultura

(61) 3424 0166 / 0162

(61) 9773 6006

www.palmares.gov.br

sábado, 12 de dezembro de 2009

URGENTE - Campanha Nacional sobre o Crack

 

Por gentileza encaminhar as secretarias municipais  e estadual, aos conselhos setoriais (Educação, Saude, Direitos Humanos, Criança, Assistencia Social) universidades, dentre outros.

Nelma Nunes

SEMCDH/CEDCA

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MINISTÉRIO DA SAÚDE

SECRETARIA DE ATENÇÃO À SAÚDE

DEPARTAMENTO DE AÇÕES PROGRAMÁTICAS ESTRATÉGICAS

ÁREA TÉCNICA DE SAÚDE MENTAL, ALCOOL E OUTRAS DROGAS

Mensagem Eletrônica Circular nº. 52/2009      Brasília, 11 de dezembro de 2009.

Para:    Coordenadores Estaduais de Saúde Mental

Coordenadores Municipais de Saúde Mental de cidades com mais de 200 mil habitantes

Coordenadores de CAPSad

Coordenadores de CAPSi e CAPS III

Assunto: Campanha Nacional sobre o Crack - URGENTE

Prezados/as coordenadores/as,

1. O Ministério da Saúde vai lançar uma Campanha Nacional de Enfrentamento dos Problemas Relacionados ao Consumo de Crack na próxima semana, através dos meios de comunicação (TV, rádio, cartazes).

2. A idéia central da campanha é prevenir o consumo de crack e também colocar esta questão como uma situação que envolve toda a sociedade e exige diferentes ações em todos os níveis de governo. Para isto contamos com seu apoio e colaboração para consolidarmos esforços comuns e efetivos para enfrentar as situações relacionadas ao consumo de crack.

3. Além de reconhecer o consumo de crack como um grave problema de saúde pública, esta campanha também abordará outros aspectos, desde informações sobre as conseqüências físicas do consumo de crack até situações que incluem a família e a sociedade como um todo.

4. Como as peças da campanha enfatizam a saúde, todas incluirão o número do Disque Saúde (0800 61 1997), serviço telefônico gratuito do Ministério da Saúde que presta orientações a usuários e dá informações sobre doenças e serviços oferecidos pela rede SUS.

5. Os atendentes do Disque Saúde serão orientados a repassar endereços e telefones dos Centros de Atenção Psicossocial (especialmente os CAPSad, CAPSi e CAPS III) às pessoas interessadas nos serviços especializados de tratamento que o SUS oferece para a dependência de álcool e outras drogas.

6. Desta maneira, existe uma expectativa de que estes serviços poderão ter aumento de procura por acolhimento/avaliação/início de abordagem e também de informações e atendimentos telefônicos especialmente durante a semana da campanha. Sugerimos que estas informações sejam repassadas para todos os CAPS como forma de organizar estratégias emergenciais de acolhimento com o objetivo de iniciar as intervenções de saúde e ampliar as possibilidades de adesão.

7. Esta campanha terá alcance nacional e certamente aumentará a procura por informações locais sobre a rede de atendimento e seu funcionamento, além de dados epidemiológicos sobre o consumo de crack, por órgãos da imprensa local e regional. É importante aproveitar esta possibilidade para tornar mais visíveis as ações locais de saúde mental que estão sendo desenvolvidas.

8. Mais informações podem ser obtidas no sítio http://portal.saude.gov.br/portal/saude/area.cfm?id_area=925 ou pelos emails pead.saudemental@saude.gov.br  e saudemental@saude.gov.br.

Agradecemos a colaboração de todos.

Atenciosamente,

PEDRO GABRIEL GODINHO DELGADO

Coordenador da Área Técnica de Saúde Mental, Álcool e outras Drogas

DAPES/SAS/MS

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

En:Ação Civil Pública em Uberlândia (MG) exige cumprimentaa.reis@terra.com.bro da Lei nº 10.639

 

 

Ação Civil Pública em Uberlândia (MG) exige cumprimento da Lei nº 10.639

Uma decisão inédita do Ministério Público em Uberlândia levou a Ouvidoria da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (SEPPIR) a alertar aos gestores públicos de todo o país sobre o risco do descumprimento da Lei nº 10.639/03, que prevê o ensino da história da cultura africana e afro-brasileira em todas as escolas públicas e privadas, no ensino fundamental, médio e superior.

Trata-se da ação civil pública ajuizada pelo promotor de Justiça Jadir Cirqueira de Souza, na qual denuncia a Prefeitura de Uberlândia e o Estado de Minas Gerais. O principal motivo é o não cumprimento da lei federal, uma das primeiras assinadas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e que representa um marco histórico na agenda brasileira de combate à discriminação racial. O promotor solicita, entre outras providências, a devida capacitação do corpo docente e a inclusão no orçamento de verbas específicas para o custeio do material pedagógico necessário, sob pena de multa.

Na ação, Jadir Cirqueira de Souza ressalta que "enquanto os administradores públicos privilegiarem os aspectos meramente administrativos, em detrimento da educação dos alunos em sala de aula, o Brasil continuará equivocando-se na educação, repetindo erros históricos. É preciso iniciar novo ciclo educacional".

"Esperamos que o caso de Uberlândia sirva de exemplo e que o Ministério Público continue atuando em cada um dos 5.463 municípios brasileiros, seja por meio de Termos de Ajustamento de Conduta (TACs) ou de ações civis públicas", afirma o ouvidor da SEPPIR, Humberto Adami Jr. Ele lembra que a iniciativa surgiu a partir da mobilização de entidades dos movimentos sociais negros, que em 2005 fizeram representação à Procuradoria Geral da República.

Na avaliação do ouvidor, o não cumprimento da lei implica na possibilidade de suspensão do repasse do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) aos estados e municípios que se omitirem diante da legislação. E mais: os gestores públicos podem também ser enquadrados no crime de responsabilidade.

Além de ter promovido neste último semestre seminários regionais para capacitação dos gestores públicos e educadores nas cidades de Campo Grande (MS), Rio de Janeiro (RJ), Belém (Pará) e Curitiba (PR), a SEPPIR planeja um evento nacional para fazer um balanço das exigências curriculares para a efetiva implementação da lei.

Saiba mais sobre a implantação da lei 10.639/03

Coordenação de Comunicação Social
Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial
Presidência da República
Esplanada dos Ministérios, Bloco A, 9º andar - 70.054-906 - Brasília (DF)
Telefone: (61) 3411-3659 / 4977

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Discriminação Racial no Brasil

 

Boletim da Associação Brasileira de Organizações Não Governamentais - ABONG
De 3 a 16 de dezembro de 2009 – Nº 455

OPINIÃO – Discriminação Racial no Brasil
Para a edição n. 455 do Informes ABONG, fizemos uma entrevista com Cida Bento, Doutora em Psicologia Social e Coordenadora do Centro de Estudos das Relações de Trabalho e Desigualdades (Ceert), sobre discriminação racial no Brasil
Associadas da ABONG falam sobre o Dia da Consciência Negra
Em 20 de novembro de 2009, 217 cidades brasileiras, em 11 estados, comemoraram o Dia da Consciência Negra. Atualmente, um projeto de lei tramita para que seja decretado o feriado em todo o território nacional. A data homenageia Zumbi, líder do Quilombo dos Palmares, assassinado pelo Estado brasileiro em 20 de novembro de 1695.
Frente pela legalização do aborto luta contra a criminalização das mulheres
A legalização do aborto, ou seja, a possibilidade de mulheres interromperem uma gravidez indesejada em qualquer circunstância a partir de procedimento realizado pela rede pública de saúde, é uma das pautas históricas do movimento feminista brasileiro.
Assembleia Popular constrói projeto alternativo para o Brasil
Criada em 2005, a Assembleia Popular nasceu como uma articulação de diferentes sujeitos políticos e sociais. Um dos principais objetivos da AP, como é chamada, é definir uma agenda da lutas comum aos diversos movimentos e organizações que lutam por direitos e transformações estruturais no Brasil, além da formulação de um programa de implantação dessas mudanças intitulado Projeto Popular para o Brasil.
INFORMES ABONG é um boletim da Associação Brasileira de Organizações Não Governamentais.
Rua General Jardim, 660 – 7º andar – Vila Buarque, São Paulo. CEP 01223-010.Fonefax: 3237-2122  E.mail: abong@abong.org.br Site: www.abong.org.br
Diretoria Executiva: Aldalice Otterloo, José Antonio Moroni, Magnólia Said, Taciana Gouveia, Tatiana Dahmer
Equipe do Informes: Ana Maria Straube de Assis Moura (jornalista), Helda Oliveira Abumanssur (assistente diretoria), Isabel Pato (Desenvolvimento Institucional e Internacional), Kelly Cristina Vieira dos Santos (assistente da secretaria) e Isabel Junqueira (revisão).

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