segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Maioria das mulheres que denunciam violência é negra, casada e tem entre 20 e 40 anos

 

Brasil em Foco
"Estimativas dos riscos de morbidade hospitalar registrada no SUS e de mortalidade em consequência de agressões sofridas por mulheres de 15 a 29 anos - Microrregiões do Norte e do Nordeste do Brasil"
Mário F. G. Monteiro (IMS/UERJ) Leila Adesse (IPAS BRASIL) 2009

No Brasil, os indicadores demográficos e epidemiológicos para a área de saúde, baseados em estimativas de mortalidade e morbidade, têm participação fundamental no planejamento e na gestão dos recursos de saúde em âmbitos nacional e local.
Este material analisa e identifica as áreas microrregionais de maior risco de violências contra mulheres jovens - com idades entre 15 e 29 anos - nas regiões norte e nordeste. Isso porque é nesta faixa etária que estão concentradas as internações e os óbitos em conseqüência de agressões.
Esse grupo etário também têm as maiores taxas de fecundidade da mulher, sugerindo uma possível conexão com a violência sexual.

Assim, esperamos contribuir para a redução desses riscos nestas áreas do país. Para desenvolver esta pesquisa foram utilizados como fonte de dados o Ministério da Saúde - Sistema de Informações sobre Mortalidade, para informações sobre óbitos por causas externas; Sistema de Informações Hospitalares do SUS, para informações sobre morbidade hospitalar do SUS por causas externas – e o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), para dados sobre população residente de mulheres de 15 a 29 anos por município.

Entre as agressões estão incluídos homicídio e lesões aplicadas por outra pessoa, empregando qualquer meio, com a intenção de ferir ou de matar.

http://www.ipas.org.br/arquivos/mulheres_agredSUS2009.pdf

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Maioria das mulheres que denunciam violência é negra, casada e tem entre 20 e 40 anos
25/11/2009 - Agência Brasil por Paula Laboissière
A maioria das mulheres que buscaram a Central de Atendimento à Mulher (Disque 180) entre 2007 e 2009 é negra (43,3%), tem entre 20 e 40 anos (56%), está casada ou em união estável (52%) e possui nível médio (25%).
Os dados, divulgados hoje (25) pela Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres, indicam que 93% do total de denúncias foram feitas pelas próprias vítimas. A maioria dos casos (78%) é de crimes de lesão corporal leve e ameaça. A metade dos agressores são cônjuges das vítimas.
Outro destaque do balanço indica que 69% das mulheres que recorreram ao serviço relataram sofrer agressões diariamente e que 34% delas se sentem em risco de morte. Em meio aos agressores, 39% não fazem uso de substâncias entorpecentes ou de álcool e 33% vivem com a vítima há mais de dez anos.
Dos 86.844 relatos de violência, registrados entre 2007 e 2009, 53.120 foram de violência física, 23.878 de violência psicológica, 6.525 de violência moral, 1.645 de violência sexual, 1.226 de violência contra patrimônio, 389 de cárcere privado e 61 de tráfico de mulheres.
Apenas entre janeiro e outubro de 2009, a Central de Atendimento à Mulher registrou 269.258 denúncias – um aumento de 25% em relação ao mesmo período de 2008, quando houve 216.035. Do total de atendimentos, 47% foram buscas por informações sobre a Lei Maria da Penha, com 127.461 atendimentos.
Fonte:
http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2009/11/25/materia.2009-11-25.3881713428/view


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