terça-feira, 22 de setembro de 2009

Servidores de Salvador participam de oficina de combate ao racismo institucional

 

Combater qualquer forma de racismo e sexismo manifestada no serviço público municipal. Este é o principal objetivo da série de oficinas do Programa de Combate ao Racismo e Sexismo Institucionais (PCRSI), que acontecem de hoje (21) até 29 de outubro, envolvendo diferentes órgãos da Prefeitura de Salvador. Realizados pela Secretaria de Promoção da Igualdade (Sepromi) e pela Secretaria Municipal da Reparação (Semur), os encontros visam a capacitação dos servidores municipais no reconhecimento e enfrentamento das várias manifestações desses preconceitos.

As primeiras turmas são formadas por servidores da Semur e das secretarias Especial de Políticas para as Mulheres (SPM), Educação, Cultura e Esporte (Secult), Planejamento, Administração e Gestão (Seplag), Desenvolvimento Urbano, Habitação e Meio Ambiente (Sedhan), e de Assistência Social, Desenvolvimento e Cidadania (Setad). Segundo a facilitadora das primeiras etapas, Maria Lúcia, a formação capacita os servidores para o reconhecimento e o combate as manifestações de racismo ou sexismo no ambiente de trabalho. “O tema é difícil e complexo, para brancos e negros. Também é bom considerar que, além da capacitação, é necessário pensar com o coração para lidar com essa temática”, afirma.

A Formação para Identificação do Racismo e Sexismo Institucionais é tratada logo no primeiro módulo. No segundo, a formação é voltada para a Abordagem e Institucionalização do Quesito Raça/Cor e, no terceiro, a proposta é a formação de multiplicadores/as. Segundo a coordenadora de Políticas Intersetoriais da Sepromi, Lucy Purificação, o projeto básico do PCRSI na Prefeitura de Salvador visa ao aperfeiçoamento da oferta de serviços no poder público municipal. “Além disso, expande os olhares e as perspectivas no se refere ao racismo e suas práticas dentro da capital”, disse.

Na opinião do secretário municipal da Reparação, Ailton Ferreira, as oficinas do PCRSI vão oportunizar aos servidores a reflexão sobre a sua atitude como profissionais e como seres humanos suscetíveis a deslizes e atos de racismo ou de sexismo. “Como servidores públicos, temos obrigação de fazer diferente. Podemos e devemos contribuir para que ocorram mudanças de postura e para que as pessoas sejam respeitadas no ambiente público, independente de sua raça/cor ou orientação sexual”, declarou.

Influência familiar

O representante do Conselho Municipal das Comunidades Negras (CMCN), José Cristiano, acredita que grande parte dos conceitos racistas é criada no âmbito familiar, o que, segundo ele, dificulta a desconstrução desses conceitos, já que, muitas vezes, as pessoas nem percebem que suas atitudes estão impregnadas de racismo. O comentário refletiu receios apresentados por um grupo de servidores, que mencionou não saber até onde se sentem capacitados para atuar contra o racismo, a falta de continuidade nos trabalhos de combate ao racismo e a falta de recursos para o desenvolvimento destes trabalhos.

Os servidores falaram também sobre suas expectativas em relação a estratégias para qualificar a atuação dos gestores públicos, sobre como adquirir mais conhecimento e subsídios para os programas de enfrentamento ao racismo institucional e sobre a necessidade de promover espaços para troca de experiências.

Formada por servidores(as) da Semur e da SPM, a primeira turma concluirá o curso nesta quarta (23). As duas seguintes, com funcionários da Secult, Sedhan, Setad e Seplag, participam da formação do primeiro módulo nos dias 24, 25 e 28 deste mês, e entre 05 e 07 de outubro, respectivamente. Logo em seguida, começa o segundo módulo, de 13 a 22 de outubro e, por fim, o terceiro módulo, de 23 a 29 de outubro.

21/09/2009

Assessoria de Comunicação

Secretaria de Promoção da Igualdade

ascom@sepromi.ba.gov.br

(71) 3115-5142 / 3115-5132 / 9983 9721

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