Carta de chamado para o Fórum Social Mundial 2010
Car@s amig@s,
Nós sabemos que vocês irão organizar um Fórum Social em 2010.
Estamos lhes escrevendo para dar continuidade às decisões tomadas na reunião do Conselho Internacional do FSM realizada em Rabat, Marrocos, em maio de 2009. A reunião do CI notou o profundo impacto da crise global emergente nas esferas econômicas e ecológicas da vida das pessoas.
A reunião também enfatizou que é crucial para o FSM desenvolver coletivamente um processo de trabalho em 2010 que esteja em sincronia com o ritmo do desenvolvimento dos efeitos dessa crise e com as diversas respostas que emergem de movimentos ao redor do mundo.
Foi notado que uma série de eventos de fóruns sociais estava sendo organizada para 2010, o que é um indicador da vitalidade do processo FSM no mundo, como um espaço potencialmente poderoso de ação por um outro mundo radicalmente distinto daquele construído pela globalização neoliberal e que está entrando agora em um crise global.
O CI propôs que esses eventos poderiam constituir um “calendário do FSM 2010” quase que continuamente ativo por todo o ano de 2010, com uma identidade comum a todos, dando ímpeto às atividades e ações relacionadas à crise e permitindo uma grande flexibilidade de participação de redes globais e organizações menores da mesma maneira.
Foram então deliberadas as maneiras pelas quais a conjunção destes eventos de 2010 poderia ser vista como um processo inclusivo com uma identidade global por organizações passíveis de participar neles, para expressar tanto o impacto da crise global nas pessoas ao redor do mundo, tanto para formular as maneiras pelas quais as tentativas da elite global de passar às pessoas comuns o impacto negativo da crise estão sendo resistidas e as maneiras pelas quais novos paradigmas estão sendo implementados.
Essa contínua possibilidade de participar em uma sucessão de eventos fórum social, tanto com presença física em tais eventos ou à distância (modo “expandido”) irá iniciar de fato uma nova fase de desenvolvimento do processo FSM, como um contínuo catalisador de ações e reflexões coletivas, descentralizadas, e mesmo assim com uma identidade comum a todos.
Com esta perspectiva, o CI propôs que deveria haver um chamado global em duas partes:
- Um chamado convidando movimentos e organizações para organizar – nos respectivos programas dos eventos fóruns sociais de 2010 que são parte do processo FSM – atividades para deliberar sobre a crise global e também para criar lutas comuns tendo a crise como pano de fundo;
- Um chamado (essa atual mensagem é uma primeira versão pública dela) pedindo aos organizadores desses eventos fóruns sociais de 2010 para prover um momento/lugar/visibilidade especiais para as atividades autogestionadas conectadas por seus organizadores à crise global, e também para considerar a realização da participação “expandida” em seus eventos, com o intuito de prover o máximo de inclusão no processo FSM 2010.
O CI também propôs que essas atividades “relacionadas à crise” nos diferentes fóruns sejam conectadas entre si por meio de um slogan e um logo comuns.
Um Grupo de Trabalho foi constituído pelo CI: (veja: http://openfsm.net/projects/wsfic-wg2010/project-home)
O grupo está trabalhando em diferentes metodologias que permitam aos organizadores de atividades relacionadas à crise que expressem solidariedade entre elas e as conectem. Este grupo deverá entregar um plano detalhado antes da próxima reunião do CI em Montreal em outubro (6-8) de 2009.
Uma possível metodologia é dar visibilidade global a essas atividades em um espaço virtual comum global, em paralelo a, ou como consequência de sua inscrição em um evento aparecendo no calendário do FSM 2010. Algumas conexões entre essas atividades poderiam se tornar mais visíveis (mais informações sobre isso serão enviadas em breve).
Outra metodologia possível é promover a “expansão” dos eventos e desta forma permitir organizações que não possam ter um número relevante de delegados presentes em cada evento realizar atividades expandidas em sua localidade relacionado-as a um evento de 2010 e à crise. Isso iria expandir significantemente o processo FSM 2010 e permitir sua inclusão, a despeito da disponibilidade de tempo e das barreiras de custo de viagem (mais informações sobre a expansão dos eventos fóruns sociais está disponível em http://openfsm.net/projects/sfexintercom/project-home)
Agora tratando de assuntos concretos!
De acordo com a Carta de Princípios do FSM. o CI não tem mandato para ditar a metodologia ou o conteúdo de um fórum particular. De qualquer forma, dada a urgência da situação e a necessidade de trabalhar juntos para oferecer às organizações ao redor do mundo um espaço comum relevante para encarar a crise global, nós gostaríamos de encorajar vocês, organizadores de um evento, a dar visibilidade específica a atividades autogestionadas em seu fórum, conectando-as com esse chamado global de 2010, e também que considerem “expandir” seu fórum, por exemplo, permitindo a inscrição de atividades “expandidas” longe do local central do evento.
Nós também gostaríamos de pedir-lhes que compartilhem conosco pretendem fazê-lo.
Por exemplo, o Fórum Social EUA, a ser realizado no meio de 2010, deliberou sobre a possibilidade de alocar um dia especial, dentro do Fórum, dedicado à crise global.
Vocês estão cordialmente convidados a compartilhar suas ideias relacionadas às possibilidades de conexões entre as atividades ligadas à crise, realizadas nos diferentes eventos.
Nós também gostaríamos de pedir-lhes que confirmem, se possível neste estágio, as datas e os locais dos seus fóruns e quais são as pessoas para contato que podem participar no grupo de trabalho internacional de coordenação do FSM 2010. Por favor, incluam todos os detalhes dos contatos para que nós possamos começar a compartilhar ideias e decisões relacionadas ao chamado global.
Tais informações têm uma enorme importância para nós, para a publicação de um calendário global contínuo de eventos fórum social em 2010.
A lista atualizada de eventos fóruns sociais programados para 2010 está disponível aqui: http://openfsm.net/projects/wsfic-wg2010/list-of~xa0events-planned-for-2010.
Por favor, respondam essa mensagem enviando um e-mail para fsmci @ forumsocialmundial.org.br
Em solidariedade,
Grupo de Trabalho 2010 do CI do FSM.
Colóquio internacional - O Ensino da História e Cultura da África e da Diáspora
Estão abertas até 10 de setembro as inscrições para o Colóquio Internacional: O Ensino da História e Cultura da África e da Diáspora. A participação é aberta a pesquisadores do tema e professores de História e Cultura da África de Ensino Fundamental e/ou Médio. Todos os interessados deverão apresentar um resumo de seus trabalhos e experiências didáticas para prévia seleção.
O Colóquio será realizado de 9 a 13 de novembro, em Brasília, e resulta de parceria entre a Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (SEPPIR) e o Centro de Artes e Civilização Negras e Africanas (CBAAC), do Ministério da Cultura, Turismo e Orientação Nacional do Governo da Nigéria.
O evento consistirá em conferências, mesas-redondas, apresentação de pôsteres de experiências, além de artigos. O público é estimado em 150 pessoas, entre educadores, pedagogos, antropólogos, cineastas, lingüistas, literatos, sociólogos, pesquisadores em tradição oral, e especialistas em história africana e da diáspora.
O objetivo do Colóquio é aprofundar a compreensão da história africana e seus descendentes, além de fomentar o intercâmbio acadêmico em torno de iniciativas pedagógicas.
O grande destaque deste Colóquio Internacional é o fomento à participação de professores de História e Cultura da África e da Diáspora de Ensino Fundamental e /ou Médio, que poderão apresentar suas experiências didáticas de sala de aula por meio de pôsteres e cartazes durante o Colóquio. Esta iniciativa visa proporcionar uma maior divulgação de boas práticas de ensino, além de potencializar a troca de experiência entre os participantes.
Os interessados em participar devem encaminhar resumos que detalhem a pesquisa ou experiências didáticas em desenvolvimento ou concluídas, mas que, sobretudo apresentem os resultados alcançados, sejam parciais ou conclusivos.
Resgate histórico – Esta é a segunda ação de parceria entre a SEPPIR e o CBAAC, iniciada em novembro de 2008, com a realização de um Colóquio sobre O Ensino da História e Cultura da África e da Diáspora no Rio de Janeiro, como forma de contribuição para a integração dos países da África e da Diáspora – termo que define a população de origem africana que se dispersou por outros continentes a partir do tráfico de escravos.
Ao promover o Colóquio, o Governo brasileiro dá mais um passo para o cumprimento da Lei 10.639/03, que institui no currículo oficial da Rede Nacional de Ensino, a obrigatoriedade da temática História e Cultura Afro-Brasileira e Africana. A iniciativa soma-se ainda a esforços mundiais para resgatar a história das populações de ascendência africana, ressaltando suas contribuições, não apenas demográfica, mas também sócio-política e cultural para a conjuntura histórica contemporânea.
Acesse o Blog: http://coloquiohistoriadaafrica.blogspot.comPlano Nacional da Juventude representa avanço, mas carece de metas e prazos
Tramita na Câmara Federal dos Deputados a lei que institui o Plano Nacional de Juventude. Fruto do trabalho da Comissão Especial Destinada a Acompanhar e Estudar Propostas de Políticas Públicas para Juventude, constituída em 2003, a lei foi elaborada junto com uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC), atualmente no Senado, que insere na Constituição o termo juventude. No caso do Plano, sua construção coletiva se deu com a contribuição de audiências públicas e do Seminário Nacional de Juventude.
De acordo com Magi (Maria Virgínia de Freitas), coordenadora do programa de juventude da Ação Educativa e membro do Conselho Nacional de Juventude, “durante os debates públicos, o relator acolheu a maior parte das propostas, assim como o resultado do seminário nacional. Se por um lado isso representou uma atenção às demandas da sociedade, acabou resultando, muitas vezes, num conjunto de proposições bastante genéricas”. Além disso, o Plano proposto é anterior à realização da Conferência Nacional de Juventude, que foi o maior processo já realizado de debates em torno das políticas de juventude no país, e que resultou num conjunto de resoluções e prioridades.
Segundo ela, o Conjuve – Conselho Nacional de Juventude, mesmo reconhecendo esses limites, avaliou que o Plano pode contribuir para que as políticas de juventude sejam de Estado, e não de governos. Para tanto, nos meses de julho e agosto, fez uma revisão do texto – à luz das resoluções da Conferência e das diretrizes da Política Nacional de Juventude, publicada em 2006 – e propôs um conjunto de alterações, que foram entregues ao Relator do Plano, Deputado Reginaldo Lopes, ao Presidente da Com
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