quinta-feira, 27 de maio de 2010

ESTUDAR PRA QUE ????????????????????

 

senhores/senhoras até quando teremos que ver, ouvir, ler, barbaridade como esta.

'Chamar só de negro safado não é crime', diz delegada da Paraíba,
Marcelle Ribeiro - O Globo SÃO PAULO - A delegada da 4ª Delegacia Distrital de João Pessoa, Juvanira Holanda, afirmou que o acusado de agredir uma estudante africana a chutes dentro da Universidade Federal da Paraíba e cometer ato de preconceito contra a estrangeira não responderá por racismo nem por lesão corporal. O vendedor de cartões de crédito está sendo investigado apenas por injúria e vias de fato. Para a delegada, chamar uma pessoa de negro não configura crime de racismo e chutar o abdômen não é lesão corporal. Segundo a delegada, uma testemunha afirmou que o acusado disse "pega essa negra-cão" durante a confusão que se formou no campus, quando a estudante foi tomar satisfação com o vendedor de cartões por um gesto obsceno que ele teria feito para ela.
- Não houve racismo. Para caracterizar racismo tem que ter uma série de coisas. Não é só chegar e falar "sua branca", "seu negro" ou "seu negro safado". Só caracteriza racismo quando, por exemplo, você impede o acesso de um negro a educação - afirmou a delegada.
De acordo com a delegada, o acusado negou ter chamado a estudante de negra, pois ele também diz ser negro. O vendedor afirma que a estudante o empurrou e correu atrás dele.
- O que houve foi uma discussão simples - disse a delegada.
Juvanira Holanda afirmou que a estudante foi internada no Hospital de Emergência e Trauma Senador Humberto Lucena devido a seu estado emocional.
- Ela está bem. Está internada porque ficou preocupada, não tem família no Brasil, ficou com o estado emocional abalado. Mas vou mandar um perito fazer exames nela - afirmou a delegada.
O acusado foi ouvido na delegacia e liberado, pois, segundo a delegada, os delitos de injúria e vias de fato são de menor potencial ofensivo, e têm pena máxima de até 2 anos.

CARAVANA DE CIDADANIA

 

Prezados Conselheiros
O FOCCO-AL (Fórum de Combate à Corrupção de Alagoas), composto de 32 entidades públicas e privadas(inclusive o o Instituto Silvio Vianna) criou o projeto CARAVANA DE CIDADANIA, que vai criar em cada município alagoano um Grupo de Controle Municipal(GCOM). No GCOM haverá dois sub-grupos: 1) GCOM MASTER, composto de pessoas mais experientes (conselheiros, professores, agentes público, sociedade civil organizada etc);  2) PARLAMENTO JOVEM, composto de alunos de 16 a 22 anos, que será uma espécie de Câmara de Veradores paralela(cada escola elege seu representante e depois, todos os eleitos serão reunidos para a escolha do Parlamento Jovem). Já fizemos o primeiro município: União dos Palmares. O próximo será Palmeira, embora haja outros também se preparando. Viçosa será o terceiro.
Para melhor esclarecer estamos enviando o resumo do projeto CARAVANA DE CIDADANIA.
Gostaria de contar com a colaboração de vocês na indicação de conselheiros(ou outros) que possam compor o GCOM MASTER das cidades citadas. Queremos fazer a escolha do Parlamento Jovem em junho e, em julho, a implantação. Na implantação em União(19-05) estiveram presentes o Prefeito, o Secretário Estadual de Educação e o Presidente do do TRE(Tribunal Regional Eleitoral), além de representantes da Receia Federal, CGU, TCU,TCE, OAB, Instituto Silvio Viana, Sinteal, CUT,CGE, Ministério Público, UNEAL, Conselho Estadual  de Direitos Humanos, Arquidiocese, dentre outros. Queremos a presença de vocês nos próximos.
Um grande abraço.
Pedro Guido - 9969-8770 ou 3036-9149(Receita Federal)
Coordenador Adjunto do FOCCO-AL

olha a nelma ai gente

 


Softex/Recife e BankSystem capacitam Administradores Estaduais

Já está sendo implantado em todos os Conselhos Tutelares do País o novo Sistema de Informação para a infância e a Adolescência (Sipia CT).  Em sua segunda versão, agora com o nome Sipia CT Web, o sistema inova não apenas ao tratar a questão da garantia dos direitos da criança e do adolescente em âmbito nacional, mas também ao possibilitar o acesso de todos os atores do processo, desde o cidadão comum, passando pelos conselhos tutelares representantes da rede de serviço, até delegados e promotores da infância e da juventude.

Solicitado pela  Secretaria de  Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR), o Sipia CT permite o acesso a uma base de dados nacional com informações e demandas sobre violação e acompanhamento de denúncias. A importação de dados é feita semanalmente para manter uma base nacional única consolidada e informações disponíveis em tempo real para até 10 mil usuários simultaneamente.

“Estamos constantemente aperfeiçoando o sistema, com o objetivo de melhor qualificar os dados referentes às violações dos direitos de crianças e adolescentes, permitindo delinear e implementar políticas públicas de atendimento à população infanto-juvenil”, explica Ricardo Danyalgil, diretor executivo da BankSystem.

TREINAMENTO - Para preparar os usuários para o uso da nova versão, a BankSystem vem realizando uma série de treinamentos envolvendo Administradores Estaduais (ADE’s). A capacitação mais recente aconteceu nos dias 10 e 11 de maio, no auditório da Softex/Recife, reunindo 15 ADE’s que representaram os Estados de Alagoas, Pará, Rio Grande do Sul, Bahia, Paraíba, Rio Grande do Norte, Amapá e Goiás. A ação faz parte do calendário de implantação nacional do Sipia CT Web.

Fernando Bispo, instrutor responsável pelo treinamento, explica que além de apresentar o sistema, a capacitação também prepara os conselheiros para serem multiplicadores em seus respectivos estados. “A receptividade está sendo muito boa. Eles serão os grandes responsáveis no acompanhamento do uso do sistema pelos conselheiros”.

Nelma Nunes, administradora estadual de Alagoas, participou do treinamento e saiu entusiasmada com o novo sistema. “É uma ferramenta diferente e muito prática. O sistema é fácil de usar e qualquer cidadão pode fazer a denúncia a qualquer hora e de qualquer lugar sem ser identificado”, destacou.

SOBRE BANKSYSTEM: criada em 2005, a empresa, especializada em desenvolvimento de software web por encomenda, está focada desde 2006/2007 na área de consultoria com modelos de gerenciamento  e implantação de projetos.

Fonte: Assessoria de Imprensa da BankSystem


terça-feira, 25 de maio de 2010

Salvador sedia II Encontro Iberoamericano Afro-Latino

 

Salvador sedia II Encontro Iberoamericano Afro-Latino

Realiza-se de terça a sexta-feira, 25 a 28/5, em Salvador-BA, o II Encontro Iberoamericano Afro-Latino (II Encontro Iberoamericano de Ministros da Cultura para uma Agenda Afrodescendente nas Américas), cujos trabalhos serão desenvolvidos em torno do tema "A Força da Diáspora Africana". A abertura oficial do evento será no Teatro Castro Alves, no Dia da África (25 de maio).
O encontro será realizado pelo Ministério da Cultura, por meio da Fundação Cultural Palmares, com a participação de ministros/as de Cultura, organismos internacionais - Organização dos Países Ibero-Americanos (OEI), Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) e a Organização Internacional para as Migrações (OIM) - e visa a elaborar um plano que contemple políticas públicas de ações afirmativas para a igualdade racial, por meio de projetos e propostas de cooperação entre os países da América Latina e Caribe, nos termos do compromisso assumido em 2008, durante a realização da primeira edição do encontro, em Cartagena, na Colômbia - veja nota do MinC sobre a participação brasileira no primeiro encontro.

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Cartaz CONCURSO DE REDAÇÃO

 

  nelma

Nelma Nunes

Secretaria de Estado da Mulher, da Cidadania e dos Direitos Humanos (SEMCDH/CEDCA)

http://www.mulherecidadania.al.gov.br http://www.conselhodacrianca.al.gov.br

ADE SIPIA-CT-Web - Alagoas Fone/Fax: (82) 3315.

terça-feira, 18 de maio de 2010

Aimé Césaire, Sarah Maldoror e Carlos Moore em Colóquio Internacional: Rio, Belo Horizonte, Porto Alegre e Salvador

 

Aimé Césaire (Martinica)
image005          Aimé Fernand David Césaire (Basse-Pointe, Martinica, 26 de junho de 1913Fort-de-France, 17 de abril de 2008) foi um poeta e político francês. Foi, juntamente ao Presidente do Senegal Léopold Sédar Senghor, o ideólogo do conceito de Négritude e sua obra é marcada pela defesa de suas raízes africanas. Foi presidente da câmara (prefeito) de Fort-de-France durante 56 anos, entre 1945 e 2001.

Obra: Cahier d'un retour au pays natal, Paris, 1939; Les Armes miraculeuses 1946; Soleil cou coupé 1947; Corps perdu (desenhos; de Picasso), Paris, 1950; Ferrements, Paris, 1960; Cadastre, Paris, 1961; Moi, lamina ire, Paris, 1982; La Poésie, Paris, 1994 - Teatro: Et les chiens se taisaient, Paris, 1958;La Tragédie du roi Christophe, París, 1963; Une saison au Congo, París, 1966; Une tempête, d'après 'La Tempête de William Shakespeare: adaptation pour un théâtre nègre), París, 1969 - Ensaios: Esclavage et colonisation, París, 1948.;Discours sur le colonialisme, Paris, 1955. ;Discours sur la négritude, 1950 - História: Toussaint Louverture, La révolution Française et le problème colonial, París, 1962.

2 - Sarah Maldoror (França/Guadalupe)

image006         

Sarah Ducados, nascida em Gers, França, é atriz, diretora e cineasta negra, também referenciada como antilhana de Guadalupe. Estudou teatro em Paris e, junto com seu esposo Mário Pinto de Andrade (intelectual e ativista angolano), estudou cinema em Moscow, com Mark Donskoi in Moscow (1961-62), onde conheceu Ousmane Sembène. Sarah Maldoror é internacionalmente conhecida por seus documentários, principalmente Sambizanga (1972), sobre a guerra em Angola (1961-1974), bem como por seus registros do pensamento de renomados intelectuais negros, como Aimé Césaire e René Depestre. Sobre Césaire, destacam-se 1986 Miami, Martinique, Aimé Césaire - le masque des mots (52mn – documentaire) e 2009 Paris, Papa Cesaire (50 mn - documentaire).

3 - Charles Moore Wedderburn (Cuba)
image011

Etnólogo e cientista político, pós-graduou-se na Universidade de Paris-7, na França, como Doutor em Ciências Humanas e Doutor em Etnologia. Desde 2002, é Chefe de Pesquisa Sênior (honorário) na Escola de Estudos de Pós-Graduação e Pesquisa da University of the West Indies (UWI), Kingston (Jamaica). É fluente em Francês, Inglês, Espanhol, Creole e Português. Sua carreira acadêmica, de 1986 a 2002, inclui cargos como professor titular de Assuntos de América Latina no Instituto de Relações Internacionais da University of the West Indies (UWI), em Trinidad e Tobago, e professor visitante na Florida International University (FIU), na Florida. De 1982 a 1983, foi consultor pessoal para assuntos latino-americanos do Secretário Geral da Organização da Unidade Africana (atualmente União Africana), Dr. Edem Kodjo, e desempenhou a mesma função, de 1966 a 200, junto ao Secretario Geral da Organização da Comunidade do Caribe (CARICOM), Dr. Edwin Carrington. Durante cinco anos, foi assistente pessoal do cientista senegalês, Cheikh Anta Diop, em Dacar, Senegal. De 1970 a 1984, desempenhou carreira em jornalismo como analista político, na Agence France-Presse e no semanário inter-nacional Jeune Afrique, e como colaborador nas revistas Afriscope (Nigéria) e Nadhatu Ifriqiya (Egito). Em fevereiro de 1987, promoveu o evento “Première Conférence Hémisphérique dês peuples noirs de La Diáspora em hommage à Aimé Césaire”, na universidade da Flórida, ocasião em que Aimé Césaire proferiu seu último discuso, intitulado "Discours sur la Négritude".

Curadoria:           Iris Amâncio (UFF/Letras/NEPA- ABPN)

 

segunda-feira, 17 de maio de 2010

DECRETO Nº 7.177, DE 12 DE MAIO DE 2010- Altera o Anexo do Decreto no 7.037, de 21 de dezembro de 2009, que aprova o Programa Nacional de Direitos Humanos - PNDH-3.

 

DECRETO Nº 7.177, DE 12 DE MAIO DE 2010.
Altera o Anexo do Decreto no 7.037, de 21 de dezembro de 2009, que aprova o Programa Nacional de Direitos Humanos - PNDH-3.
O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, no uso da atribuição que lhe confere o art. 84, inciso VI, alínea “a”, da Constituição,
DECRETA:
Art. 1o  A ação programática “g” do Objetivo Estratégico III - Garantia dos direitos das mulheres para o estabelecimento das condições necessárias para sua plena cidadania – da Diretriz 9: Combate às desigualdades estruturais, do Anexo do Decreto no 7.037, de 21 de dezembro de 2009, passa a vigorar com a seguinte redação:
“g) Considerar o aborto como tema de saúde pública, com a garantia do acesso aos serviços de saúde.
...................................................................................” (NR)
Art. 2o  A ação programática “d” do Objetivo Estratégico VI - Acesso à Justiça no campo e na cidade – da Diretriz 17: Promoção de sistema de justiça mais acessível, ágil e efetivo, para o conhecimento, a garantia e a defesa dos direitos, do Anexo do Decreto no 7.037, de 2009, passa a vigorar com a seguinte redação:
“d) Propor projeto de lei para institucionalizar a utilização da mediação nas demandas de conflitos coletivos agrários e urbanos, priorizando a oitiva do INCRA, institutos de terras estaduais, Ministério Público e outros órgãos públicos especializados, sem prejuízo de outros meios institucionais para solução de conflitos.
...................................................................................” (NR)
Art. 3o  A ação programática “a” do Objetivo Estratégico I – Promover o respeito aos Direitos Humanos nos meios de comunicação e o cumprimento de seu papel na promoção da cultura em Direitos Humanos – da Diretriz 22: Garantia do direito à comunicação democrática e ao acesso à informação para consolidação de uma cultura em Diretos Humanos, do Anexo do Decreto no 7.037, de 2009, passa a vigorar com a seguinte redação:
“a) Propor a criação de marco legal, nos termos do art. 221 da Constituição, estabelecendo o respeito aos Direitos Humanos nos serviços de radiodifusão (rádio e televisão) concedidos, permitidos ou autorizados.
...................................................................................” (NR)
Art. 4o As ações programáticas “c” e “f” do Objetivo Estratégico I – Incentivar iniciativas de preservação da memória histórica e de construção pública da verdade sobre períodos autoritários – da Diretriz 24: Preservação da memória histórica e construção pública da verdade, do Anexo do Decreto no 7.037, de 2009, passam a vigorar com as seguintes redações:
“c) Identificar e tornar públicos as estruturas, os locais, as instituições e as circunstâncias relacionados à prática de violações de direitos humanos, suas eventuais ramificações nos diversos aparelhos estatais e na sociedade, bem como promover, com base no acesso às informações, os meios e recursos necessários para a localização e identificação de corpos e restos mortais de desaparecidos políticos.
...................................................................................” (NR)
“f) Desenvolver programas e ações educativas, inclusive a produção de material didático-pedagógico para ser utilizado pelos sistemas de educação básica e superior sobre graves violações de direitos humanos ocorridas no período fixado no art. 8º do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias da Constituição de 1988.
...................................................................................” (NR)
Art. 5o As ações programáticas “c” e “d” do Objetivo Estratégico I – Suprimir do ordenamento jurídico brasileiro eventuais normas remanescentes de períodos de exceção que afrontem os compromissos internacionais e os preceitos constitucionais sobre Direitos Humanos – da Diretriz 25: Modernização da legislação relacionada com promoção do direito à memória e à verdade, fortalecendo a democracia, do Anexo do Decreto no 7.037, de 2009, passam a vigorar com as seguintes redações:
“c) Fomentar debates e divulgar informações no sentido de que logradouros, atos e próprios nacionais ou prédios públicos não recebam nomes de pessoas identificadas reconhecidamente como torturadores.
...................................................................................” (NR)
“d)  Acompanhar e monitorar a tramitação judicial dos processos de responsabilização civil sobre casos que envolvam graves violações de direitos humanos praticadas no período fixado no art. 8º do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias da Constituição de 1988.
...................................................................................” (NR)
Art. 6o  Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação.
Art. 7o  Ficam revogadas as ações programáticas “c” do Objetivo Estratégico VI - Respeito às diferentes crenças, liberdade de culto e garantia da laicidade do Estado – da Diretriz 10: Garantia da igualdade na diversidade; e “d” do Objetivo Estratégico I – Promover o respeito aos Direitos Humanos nos meios de comunicação e o cumprimento de seu papel na promoção da cultura em Direitos Humanos – da Diretriz 22: Garantia do direito à comunicação democrática e ao acesso à informação para consolidação de uma cultura em Diretos Humanos, do Anexo do Decreto no 7.037, de 21 de dezembro de 2009.
Brasília, 12 de maio de 2010; 189o da Independência e 122o da República.

LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA
Paulo de Tarso Vannuchi
Este texto não substitui o publicado no DOU de 13.5.2010

Nelma Nunes

Secretaria de Estado da Mulher, da Cidadania e dos Direitos Humanos (SEMCDH/CEDCA)

http://www.mulherecidadania.al.gov.br http://www.conselhodacrianca.al.gov.br

ADE SIPIA-CT-Web - Alagoas Fone/Fax: (82) 3315. 1739/1792 Cel.:(82) 8883.7564

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Estatuto da Igualdade Racial pode não ser votado neste ano

 

Estatuto da Igualdade Racial pode não ser votado neste ano

Amanda Costa e Milton Júnior
Do Contas Abertas

Após exatos 122 anos da promulgação da Lei Áurea, maior marco da história da escravidão no país, a liberdade dos negros não está completa segundo o ministro da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir), Elói Ferreira de Araújo. A afirmação foi feita em evento que reuniu representantes do governo e de organismos nacionais e internacionais hoje (13) pela manhã. O ministro fez um apelo aos senadores para que aprovem o Estatuto da Igualdade Racial, que foi engavetado por falta de acordo entre governo e oposição. “O estatuto é um diploma e ação afirmativa, de inclusão. Não é o ponto final, e sim o ponto de partida com 122 anos de atraso”, disse.

O projeto de lei que institui o “Estatuto da Igualdade Racial” foi apresentado em 2003 pelo senador Paulo Paim (PT-RS) e conta com 67 artigos sobre garantias de inclusão social nas áreas de saúde, trabalho, educação, cultura e lazer. O texto foi enviado à Câmara dos Deputados, que fez alterações à matéria inicial. De volta ao Senado, o projeto está pronto para entrar na pauta de votação da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) da Casa desde 16 de dezembro do ano passado.

Por falta de acordo, segundo a assessoria do senador Demóstenes Torres (DEM-GO), relator do projeto na Comissão, o projeto foi retirado da pauta. A assessoria conta que a proposta foi “engavetada e não há nenhum indicativo para que seja votada neste governo”. A assessoria do senador acrescentou ainda que Demóstenes Torres não irá ceder aos pontos como o governo quer.

O texto aprovado na Câmara dos Deputados prevê cota de 10% para candidaturas de negros em partidos políticos. Além disso, foi mantido o artigo que autoriza o governo a dar incentivos fiscais às empresas que tenham 20% de funcionários negros. Há também um artigo que obriga escolas de ensino fundamental e médio, públicas e privadas, a ensinar história geral da África e da população negra no Brasil. O texto prevê ainda que o governo adote programas para assegurar vagas para a população negra em instituições federais de nível médio e superior.

O senador Demóstenes Torres, em seu relatório, rejeitou o artigo que cria a Subseção Única do Sistema de Cotas na Educação e as expressões no texto do projeto destinadas a assegurar o preenchimento de vagas dos negros no sistema educacional. A justificativa do veto se deve ao fato de que, segundo o senador, “o acesso à universidade e ao programa de pós-graduação, por expressa determinação constitucional, deve-se fazer de acordo com o princípio do mérito e do acesso aos níveis mais elevados do ensino, da pesquisa e da criação artística segundo a capacidade de cada um”. Este é um dos pontos mais polêmicos, para o qual falta acordo entre governo e oposição.

A assessoria do senador Paulo Paim, autor do projeto de lei, diz que tem acompanhado o assunto, mas está muito difícil articular um entendimento. Enquanto isso, o projeto continua sem acordo. Mesmo se aprovado na CCJ, precisará ainda passar pelas comissões de Educação, Cultura e Esporte, de Agricultura e Reforma Agrária, de Assuntos Sociais e, ainda, de Direitos Humanos e Legislação Participativa. Após percorres estas comissões, a matéria vai a votação no plenário da Casa.

PAC da inclusão dos negros

A aprovação do Estatuto da Igualdade Racial, segundo o ministro Elói, vai possibilitar um ambiente de inclusão no país. “Se quando da abolição da escravatura tivesse um art. 2º que dissesse que aboliu a escravidão e, dali em diante, os negros teriam terra e condições de produzir nesta terra, como prevê o estatuto, nós não teríamos um país tão desigual”, pondera. “Se os negros tivessem tido educação e condições de trabalho lá atrás, o Brasil não teria tido tanta desigualdade até hoje. É isso o que queremos superar”, diz.

Para o ministro, o estatuto será uma espécie de “PAC da inclusão de negros”. “A partir da aprovação do estatuto, nós aceleraremos esse processo. O estatuto será algo como o PAC de aceleração da inclusão de negros e negras”, garantiu. Elói Ferreira, no entanto, preferiu não estimar uma data de quanto tempo seria preciso, após a aprovação do estatuto, para reverter o cenário da desigualdade. “Vamos reverter esse quadro pela educação e condições de trabalho e, com isso, construir mais rapidamente um país mais democrático com a inclusão de todos. Então, acelerar será dessa forma: criar condições para que todos possam usufruir desse novo ambiente”, acrescentou.

O ministro ressaltou ainda que o dia 13 de maio é uma data importante, pois marca um novo momento na história dos negros no Brasil e que, por isso, precisa mesmo ser festejada. Contudo, Elói Ferreira ponderou que o dia posterior a esta data ainda não foi comemorado. “O dia 14 de maio é que nos persegue e temos que superar isso”, mais uma vez referindo-se à aprovação do Estatuto da Igualdade Racial. “Falta ainda muito para se conquistar, mas devemos continuar e persistir”, concluiu.

Fonte: http://contasabertas.uol.com.br/WebSite/Noticias/DetalheNoticias.aspx?Id=133

Nelma Nunes

Secretaria de Estado da Mulher, da Cidadania e dos Direitos Humanos (SEMCDH/CEDCA)

http://www.mulherecidadania.al.gov.br http://www.conselhodacrianca.al.gov.br

ADE SIPIA-CT-Web - Alagoas Fone/Fax: (82) 3315. 1739/1792 Cel.:(82) 8883.7564

Pelo portal Sipia CT (https://www.sipia.org.br/), o cidadão poderá fazer a denúncia.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

2º CONGRESSO INTERNACIONAL DE SAÚDE DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE

 

2º Congresso Internacional de Saúde da Criança e do Adolescente

7/5/2010

De 26/8/2010 a 29/8/2010

Faltam 108 dias para o início do evento. Duração: 4 dias

Agência FAPESP – O 2º Congresso Internacional da Saúde da Criança e do Adolescente (II Cisca) será realizado entre os dias 26 e 29 de agosto na Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (FSP-USP) na capital paulista.

O evento é promovido pelo Centro de Estudos do Crescimento Humano da USP e visa a aproximar pesquisadores, educadores e estudantes para debater assuntos a respeito do crescimento e desenvolvimento de crianças e adolescentes.

O encontro tem caráter interdisciplinar e entre os objetivos está o de contribuir para a elaboração de políticas públicas visando à melhoria das condições de saúde da população.

Entre os temas das conferências e mesas-redondas estão: “Repercussões clínicas do nascimento prematuro”, “Avaliação de serviços de saúde de crianças e adolescentes”, “Uso adequado das escalas padronizadas para avaliação do desenvolvimento de crianças” e “A criança e as faces da violência”.

A Faculdade de Saúde Pública da USP fica na Av. Dr. Arnaldo, 715, no bairro Cerqueira Cesar, próxima à estação Clínicas do Metrô.

As inscrições de temas livres vão até o dia 30 de junho e mais informações podem ser obtidas no site: www.congressocdh.com.br, através do e-mail: opening@impa.br ou pelos telefones: (11) 7959-0253 e (11) 3061-7775.

sábado, 8 de maio de 2010

Rádio Guaíba em 07.025.2010 - divulgação

 

Seminário reúne Rede Afro-gaúcha de Profissionais do Direito

Evento ocorre no dia 20, no auditório da Faculdade de Direito da Ufrgs

Divulgação / Rádio Guaíba Foto:

Divulgação / Rádio Guaíba

Juventude Negra, Segurança Pública e Violência são os temas que serão abordados no seminário da Rede Afro-gaúcha de Profissionais do Direito, que ocorre dia 20 de maio, no auditório da Faculdade de Direito da UFRGS. Participarão como painelistas do evento representantes da Brigada Militar, Polícia Civil, Associação Estadual dos
Secretários Municipais de Segurança Pública, Central Única das Favelas, PUCRS e Grupo Record. O evento foi apresentado pelo procurador do Estado e coordenador da Rede Afro-Gaúcha de Profissionais do Direito, Jorge Terra, durante entrevista ao programa Guaíba.com.
A entrevista pode ser conferida no link do áudio.
Ouça o áudio: Sonora 1: procurador do Estado e coordenador da Rede Afro-Gaúcha de Profissionais do Direito, Jorge Terra
Ouça o áudio: Sonora 2: procurador do Estado e coordenador da Rede Afro-Gaúcha de Profissionais do Direito, Jorge Terra

Fonte: Rádio Guaíba

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Curso gratuito: "Produção intelectual de mulheres negras

 

Curso gratuito: "Produção intelectual de mulheres negras"

O curso acontecerá na plataforma de educação à distância Moodle e contará com recursos interativos de vídeos, chat e fóruns de debates que permitem a troca de conhecimento e um rico diálogo sobre a realidade da mulher negra e a sua produção intelectual.
O curso está dividido em oito módulos, sendo que os sete primeiros farão referência a um período histórico brasileiro e o oitavo será uma web-conferência. Em cada módulo haverá textos e atividades que deverão ser realizadas no prazo de até quatro dias. Os textos serão descritivos e informativos. Cada turma contará com no máximo 60 participantes e será acompanhada por uma tutora (ou tutor).
Nível 1
Trajetória das mulheres negras na história do Brasil
Conteúdo programático
Módulo I Contando o conto sem retirar um ponto: a mulher africana e a colonização brasileira
Módulo II Independência sem morte? A mulher negra e a luta pela liberdade no Brasil Imperial
Módulo III Áurea das Yayás: a mulher negra no pós-abolição
Módulo IV Talhando o leite sem queimar o café: a mulher negra e a identidade nacional
Módulo V Engrossando o caldo: movimentos de mulheres negras no pós-ditadura militar
Módulo VI Existir para resistir: rumos apontados pelo feminismo negro
Módulo VII Orgulho para ancestralidade: panorama contemporâneo das mulheres negras
Módulo VIII Web-conferência com Dra. Sueli Carneiro
Tema: História de resistência: construção de novos caminhos estratégicos para avanços práticos 
Inscreva-se já, as vagas são limitadas e o curso é totalmente gratuito.
Realização: Associação Mulheres de Odun (AMO)

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Venha de lá um abraço, sejam bem vindas e bem vindos ao aeroporto Zumbi dos Palmares.

 

 

Venha de lá um abraço, sejam bem vindas e bem vindos ao aeroporto Zumbi dos Palmares.

por Arísia Barros

http://www.cadaminuto.com.br/index.php/blog/raizes-da-africa

Essa cidade, capital de Alagoas surgiu de um engenho bangüê, Massayó,onde hoje está localizada a Praça Dom Pedro II e a ladeira da Catedral. O dono do engenho era o Coronel Apolinário Fernandes Padilha. Os traços que dão vida ao centro da cidadezinha datam de 1820. A planta foi pensada por engenheiros franceses. Em 14 de agosto de 2009, segundo o IBGE a população maceioense era de 936.314 habitantes.
A cidade das águas é um lugarejo belíssimo com cheiro de azul e raízes brotando no meio das transparências doce D’águas salgadas,encravada entre o Oceano Atlântico e a Lagoa Mundaú.

Os peixes e moluscos da lagoa Mundaú possibilitam o sustento de milhares de ribeirinhos. Gentes à margem da lagoa Mundaú que tecem nas redes sonhos que alimentam a alma sempre posta à mesa.

Esqueçamos, agora, das feições carregadas e dos hiatos entre cantos e becos.
Vamos falar da poesia que habita o lugarejo. Falar da eclosão dos sóis, do céu e da temperatura que esquenta de graus centígrados a alma lavada por tão grande imensidão de riqueza natural. Estamos na época do calor intenso. As seis da manhã os relógios da orla já marcam 27 graus.

Maceió é um labirinto d’água. Possui o conjunto das mais belas praias urbanas. É imponente a paisagem da cidadezinha: águas mescladas de azul-turquesa e verde-esmeralda. Coqueiros agasalhando o sol por toda extensão da orla, falésias, arrecifes e manguezais.
Maceió é show!

Vale à pena encher os olhos de beleza com o delicado das saias-ondas das praias no entorno da cidade. Praias de Pajuçara, Ponta Verde e Jatiúca, Avenida, Sobral, Cruz das Almas, Jacarecica, Guaxuma, Garça Torta, Riacho Doce, Mirante da Sereia, Ipioca.
A matéria prima das gentes de Maceió é de primeiríssima qualidade. Gentes bordadeiras que reinventam todo dia inusitado o jeito próprio de ser feliz. E traçam e trançam palavras com perfume de maresia e som de vento.

As ruas de Maceió têm nomes originais: do Sol, Boa Vista, Alegria, Beco da Moeda, Rua Nova e Avenida da Paz. Faz um tempo, mas já existiu uma Rua chamada Quilombos, no bairro do Poço.

O Hotel Jatiúca, no bairro do mesmo nome, local de referência onde acontecerá o Seminário de Qualificação dos Fóruns de Educação e Diversidade Étnico-Racial Nordeste/Norte, nos dias 06 e 07 de maio, está localizado em uma área verde de 62 mil metros quadrados, entre prédios e a orla marítima. A distância do hotel ao centro é em torno de 15 a 20 minutos, de carro ou de ônibus, fora do horário de rush.
No Centro conheça mais de perto o monumento a Zumbi dos Palmares, construído nos 300 anos de sua morte, na Praça dos Palmares, o Palácio República dos Palmares (atual sede do governo) que conta em suas paredes a saga do Quilombo dos Palmares,Palácio Floriano Peixoto, antiga sede do governo estadual, os museus Histórico e Geográfico e Pierre Chalita,o Teatro Deodoro, na praça do mesmo nome, a Catedral de Nossa Senhora dos Prazeres e as igrejas de Bom Jesus dos Martírios e uma de referência negra a Igreja de São Benedito.

O Museu da Imagem e do Som fica no histórico bairro de Jaraguá. Jaraguá é a memória cultural e coleciona a história dos registros arquitetônicos da cidade.
Artesanato bom e barato você encontra no Mercado do Artesanato, no bairro da Levada, centro da cidade. Lá as rendas, palha, o filé, produtos típicos da tela de redes de pesca, cestos de cipó, bolsas de palha, bonecas de pano e panelas de barro são artes que trazem o talento diverso do povo da cidadezinha, que já tem cara de cidade grande. Quando for ao mercado lembre-se de dar uma “espiada” no velho relógio que cronometrou o antigo esplendor do bairro. O relógio continua no mesmo lugar.

Maceió tem sim um tempero pessoal servido à moda da casa, alinhavado pela cultura da diversidade. Promova uma trilha gastronômica. Visite o “Akuaba”, no bairro da Mangabeiras, que traz o aroma d’Áfricas e a simpatia do Osvaldo e da Vera Lúcia.
A Companhia da Lagosta tem um rústico e aconchegante ambiente na Avenida dos bares, a Amélia Rosa, no bairro da Jatiúca.

Pratos típicos? A lagosta grelhada é carro-chefe.

E pra fechar ou abrir a noite com chave de ouro, entre no remelexo do eclético Coqueiral, ou Cantinho da Márcia, ambiente descontraído com música ao vivo e muitas conversas jogadas fora. Prazerosamente.

Aproveite sua vinda a Alagoas e documente no mais íntimo de sua alma a preciosidade que representa o grande achado de conhecer a segunda menor cidadezinha da federação que mesmo querendo ser metrópole ainda guarda rasgos das conversas jogadas fora à sombra da memória do tempo e do tempo de memórias de sol poente.
Companheiros e companheiras do Norte e Nordeste ao pousar no aeroporto Zumbi dos Palmares seja bem vindo á Alagoas, a terra de Palmares, da Serra da Barriga e do Parque Memorial Quilombo dos Palmares, o primeiro complexo arquitetônico de inspiração africana no Brasil e o único projeto afro-cultural do continente americano.
Sejam bem vinda e bem vindos à Maceió, sua capital.

Garantia dos Direitos das Mulheres em Situação de Violência é incluído no PROEXT

Garantia dos Direitos das Mulheres em Situação de Violência é incluído no PROEXT

27.04.2010 - O objetivo é levar aos estudantes principalmente da área de direito, serviço social e psicologia conhecimento mínimo necessário às questões relacionadas ao tema

Pela primeira vez o tema “Garantia dos Direitos das Mulheres em Situação de Violência” será incluído no Programa de Extensão Universitária (PROEXT) do Ministério da Educação (MEC). O programa realizado pelo MEC em parceria com vários Ministérios conta com a participação da Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM). A inclusão do tema na grade do PROEXT tem por objetivo levar aos estudantes, principalmente, da área de direito, serviço social e psicologia, conhecimento mínimo necessário às questões relacionadas à garantia dos direitos e ao atendimento das mulheres em situação de violência, em relação às suas áreas de atuação.
Dentro do projeto serão trabalhados assuntos como conceito de violência de gênero; violência doméstica e sexual contra as mulheres; contextos de vulnerabilidade: mulheres do campo e da floresta, lésbicas, quilombolas, indígenas, negras; política nacional de enfrentamento à violência contra as mulheres; feminização da Aids; acesso a justiça; e políticas de normas técnicas das Delegacias de Atendimento à Mulher DEAMs, dos Centros de Referência da Mulher, dos Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) e dos Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS).
Podem participar Instituições Federais de Ensino Superior (IFES), incluídos os Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia (IFET) com cursos de nível superior e as instituições estaduais de ensino superior. Os interessados em trabalhar com cursos relacionado ao tema podem se inscrever até o dia 16 de maio.
PROEXT - Apoia as instituições públicas de ensino superior no desenvolvimento de programas ou projetos de extensão que contribuam para a implementação de políticas públicas com ênfase na inclusão social.
Acesse aqui o edital.
Fonte: ASCOM/ SPM

http://www.observatoriodegenero.gov.br/menu/noticias/garantia-dos-direitos-das-mulheres-em-situacao-de-violencia-e-incluido-no-proext
Portaria; http://www.observatoriodegenero.gov.br/menu/publicacoes/portaria-45/view

Ministério da Saúde publica informativo “Saúde da Mulher - Um diálogo aberto e participativo”.

09.04.2010 - A série de publicações do Ministério da Saúde “Temas Estratégicos para Conselheiros de Saúde” traz, nesta edição, o tema saúde da mulher

O Ministério da Saúde apresenta, na série de publicações “Temas Estratégicos para Conselheiros de Saúde”, número dedicado à saúde da mulher. A publicação contém informações essenciais sobre políticas, programas, e temas relevantes para fortalecer o debate e a ação nos Conselhos de Saúde.
O material foi organizado visando auxiliar especialmente conselheiras e conselheiros e integrantes de movimentos sociais. A finalidade é trazer informações sobre saúde da mulher e proporcionar o conhecimento sobre a Política de Atenção Integral à Saúde das Mulheres e os diversos programas articulados a esta política. Assim, será possível reconhecer, nos municípios ou estados, se as ações de saúde previstas pela política estão sendo implantadas, ou, caso não estejam, como poderiam ser colocas em prática.
Para acessar a publicação, clique aqui.

http://www.observatoriodegenero.gov.br/menu/noticias/ministerio-da-saude-publica-informativo-201csaude-da-mulher-2013-um-dialogo-aberto-e-participativo201d

Eventos

Ações do documento

II Congresso Feminista Internacional
Quando: 19.05.2010 a 22.05.2010
Onde: Buenos Aires, Argentina

Celebração do centenário do "1° Congresso Feminino Internacional da República Argentina 1910".

O objetivo é realizar um balanço do século XX em relação aos avanços e retrocessos na situação de vida das mulheres no mundo, como condição para orientar as lutas futuras.
Programa Temático
MODALIDADES DE PARTICIPACIÓN:
* a- Mesas temáticas / Ponencias individuales
* b- Relatoría de Experiencias por sus protagonistas / Acciones grupales
* c- Foros de debate / libre participación
PROGRAMA TEMÁTICO (Temas orientadores no excluyentes)
* EJERCICIO DE PODER Y VIOLENCIA ENTRE LOS SEXOS.
* TIPOS DE FAMILIA Y PARENTESCOS.
* PATRIARCADO, PROSTITUCIÓN Y TRÁFICO DE MUJERES.
* SEXUALIDAD: PLACERES Y CONTROLES.
* GÉNERO, CLASES, ETNIAS Y EDADES.
* ACCESO, PRODUCCIÓN Y TRANSMISIÓN DE CONOCIMIENTO.
* MUJERES, RELIGIÓN E IGLESIAS.
* MUJERES, SOBREPRODUCCIÓN DE BIENES Y HAMBRE EN EL MUNDO.
* LAS MUJERES EN LAS REVOLUCIONES SOCIALES DEL SIGLO XX.
* LAS MUJERES EN LAS GUERRAS DE LIBERACIÓN NACIONAL.
* UN SIGLO DE PROCESOS MIGRATORIOS.
* LA LUCHA DE LAS MUJERES Y LOS FEMINISMOS.
* AVANCES Y RETROCESOS EN LA PARTICIPACIÓN POLÍTICA DE LAS MUJERES.
* GUERRAS IMPERIALISTAS, VIOLACIÓN Y REPRESIÓN SOBRE LAS MUJERES.
* MEMORIA, RESISTENCIAS Y GÉNERO EN PROCESOS DICTATORIALES.
* CULTURA Y ARTE, PRODUCCIÓN ARTÍSTICA DE LAS MUJERES.
* HABITAT, ECOLOGÍA Y MEDIO AMBIENTE.
* DESDE EL MOVIMIENTO OLÍMPICO A LAS PRÁCTICAS DEPORTIVAS DE LA ACTUALIDAD.
* MEDIOS DE COMUNICACIÓN: ÉTICA Y ESTÉTICA.
* BIOGRAFÍAS E HISTORIAS DE VIDA A LO LARGO DE UN SIGLO.
* TRABAJO / MUJERES TRABAJADORAS
* LA CONDICIÓN ECONÓMICA DE LAS MUJERES Y LOS SISTEMAS DE PROPIEDAD.
* ESTADO, POLÍTICAS PÚBLICAS Y RELACIONES DE GÉNERO
* LA SALUD DE LAS MUJERES
* SOBERANÍA DE LAS MUJERES SOBRE SUS CUERPOS., LESBIANISMO, ANTICONCEPCIÓN Y ABORTO.
* EDUCACIÓN Y GÉNERO.
* CIENCIA Y TECNOLOGÍA.
* UN SIGLO DE ENCUENTROS Y CONGRESOS DE MUJERES
* SUBJETIVIDAD: IDENTIDADES Y CULTURA.
http://www.2feminista2010.com.ar/

Revista faz retrospectiva sobre mulheres no poder

 
A revista “GEO Brasiltrouxe artigo especial sobre 3.500 anos de mulheres no poder. A cronologia de mulheres dirigentes vai da rainha egípcia Hatshepsut (1479-1458 a.C) até Jadranka Kosor, nomeada primeira-ministra pelo Parlamento da Croácia em 2009. O texto destaca algumas mulheres em especial, que governaram a Europa, imprimindo sua marca à evolução do continente, como Elisabeth I, na Inglaterra; Catarina II, no Império Russo; e Margaret Thatcher, na Grã-Bretanha.
De acordo com o autor, Mathias Mesenhöller, pesquisador-assistente no Centro de Ciências Morais, História e Cultura da Europa Central, em Leipzig, mais de 80 mulheres foram eleitas Chefes de Estado ou de Governo desde 1945, mais de 90% delas somente após 1979, principalmente nos anos 1990.
Segundo Mesenhöller, “estamos em meio a uma mudança de caráter épico. Nunca antes tantas mulheres mandaram simultaneamente. Pela primeira vez, e de modo crescente, a pretensão feminina diante do Poder encontra, em grande parte do mundo, franco acolhimento”, suscitando grandes esperanças.
Se antes a biologia era usada para afastar as mulheres do poder, afirmando serem elas inconstantes, pouco sagazes, inferiores aos homens, tanto física como intelectualmente, agora, para o pesquisador, os defensores das mulheres no poder se baseiam nas diferenças biológicas para fundamentar sua esperança: elas têm constituição radicalmente diferente, são mais sociáveis, moralistas e empáticas. Por isso “o poder feminino poderia livrar o mundo das guerras e crises masculinas, das rixas e lutas por status e dominação”.
Apesar dos preconceitos históricos, a História, segundo a revista, não fornece indicação da influência da Biologia na questão de quem pode conquistar o poder e como este será usado. “Em vez de hormônios e modelos de atividades cerebrais, isso era determinado por regras sociais e talentos individuais”. Assim, muitas mulheres governaram por razões de sangue ou parentesco, filhas, viúvas, esposas – em sua maioria dotadas apenas de um poder simbólico – ou por escolha através de eleições.
Contraditoriamente, como mostra o autor, a partir desse momento, no século XIX, quando as mulheres não herdavam mais o poder, elas desapareceram completamente do cenário governamental. “A Democracia foi mais eficiente que o Feudalismo para eliminar o Poder feminino”, sendo as mulheres excluídas sob o argumento de que não foram feitas para isso.
Apesar da conquista do voto, na maioria dos países a partir do século XX, passaram-se décadas na Europa até que a primeira mulher assumisse a chefia de um país: Margaret Thatcher, em 1979. E a ascensão política parece ter coincidido com a chamada Revolução Feminista. Nos anos 70, a vanguarda da Revolução Feminista chegou às centrais do poder. Eram grupos de mulheres que se beneficiaram de grande crescimento cultural, ampliação de chances profissionais e ofertas de assistência infantil gratuita.
Mesmo assim, Mathias Mesenhöller afirma que embora as mulheres agora possam votar em massa, “o equilíbrio do poder só se altera lentamente”. Entre os fatores enumerados estão: agremiações masculinas, fragmentação social do eleitorado e reflexos conservadores. Porém, a principal razão é que “a moderna ideologia dos sexos estrangula qualquer pretensão feminina ao poder”. “Galgar a escala da ascensão social e, simultaneamente, conquistar a emancipação sexual, foi façanha de uma mulher que até hoje ainda suscita certa incredulidade e horror nas mentes de muitas feministas”.
Apesar das inúmeras conquistas, principalmente nos países industrializados, como formação acadêmica superior à masculina, autonomia econômica e sexual, e maiores chances de alcançar postos de decisão, o fato de ocuparem uma pequena fração do poder, 20% dos Legislativos mundiais, é um anacronismo, segundo o artigo.
Estudo citado de autoria da pesquisadora Esther Duflo, do Massachusetts Institute of Technology, afirma que nos lugares administrados por mulheres os preconceitos diminuíram significativamente, e as chances de mulheres vencerem eleições livres aumentaram. Ou seja, “a visibilidade das mulheres no poder reduz os preconceitos contra elas”.
Mathias Mesenhöller conclui que quando as mulheres alcançam o poder, o mundo fica mais justo e inteligente. “Não porque governem de forma radicalmente diferente dos homens, mas porque a maior parte dos boatos sobre alegadas diferenças entre os sexos circula menos”.
Confira a íntegra da matéria:
http://revistageo.uol.com.br/cultura-expedicoes/12/artigo167971-1.asp
__________________________________________________________________
Foi-se o tempo em que os afazeres das mulheres se restringiam à casa. Hoje elas comandam família e empresas
Ser mãe no século 21 é sinônimo de multiplicidade. Executivas, donas de casa, servidoras públicas e empresárias fazem malabarismo com o relógio para encaixar todos os compromissos sem abrir mão dos cuidados pessoais e, claro, das compras. Depois que deixaram para trás o posto de sexo frágil, o que se vê são mulheres com mais anos de estudos que os homens, divididas entre a carreira, a educação dos filhos e a administração financeira da família.
Avanços significativos que ainda esbarram em desigualdades típicas de nações em crescimento. Pelo menos 53% das brasileiras estão em idade economicamente ativa, mas representam apenas 46% da população ocupada, segundo pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os salários também são menores. Em 2009, comparando a média anual dos rendimentos dos dois sexos, o ganho delas (R$ 1.097,93) representou, em média, 72,3% do que eles embolsaram (R$ 1.518,31).
As diversas facetas das mulheres não são novidade. “As mulheres sempre foram múltiplas, a diferença é a ampliação dos papéis: de dona de casa a executiva”, explica Marlene Ortega, presidente do Business Professional Women-SP. “Se muitos diziam que ‘atrás de um grande homem há uma grande mulher’, posso dizer que ela não quer mais ficar nos bastidores, quer visibilidade”, afirma
Por isso, a ala feminina (1)no mercado de trabalho aumentou. Em março de 2002, 7,325 milhões trabalhavam. Passados oito anos, elas somam 9,823 milhões — um salto de 35%. Quanto à qualificação, até 2020, as mulheres terão passado os homens, de acordo com o Business Professional Women. No setor privado formal, 76,4% das contratadas têm mais que 11 anos de estudo, contra 57,9% dos empregados. Como donas do próprio negócio, 15,5% completaram o nível superior; entre eles, só 11,4% estão na mesma condição.
A forma de tratar o trabalho também mudou. A diretora executiva do banco suíço UBS, Fernanda Pasquarelli, 38 anos, é exemplo disso. Ela priorizou a carreira ainda na época da faculdade, quando cursou tecnologia da informação no Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA). Os filhos ficaram para depois. “Preferi investir nos estudos e garantir a estabilidade na minha carreira antes de casar e de ter a Laura, 5, e o Lorenzo, de um ano e meio”, conta. Marlene avalia a escolha. “A mulher teve que amadurecer algumas decisões e conquistar seu espaço em casa e na empresa. Além disso, precisou montar um plano, pensar nas estratégias e contar com a adaptação do parceiro à essa realidade”, diz.
Na contramão
Muitas saíram de casa e tantas outras continuam fora da economia: 56,5% estavam desocupadas no ano passado. Uma grande parcela das mães brasileiras, especialmente as de baixa renda, precisam contar com os programas de transferência de renda do governo para garantir o sustento dos filhos. Das famílias beneficiadas pelo Bolsa Família, cerca de 95% são representadas por mulheres. O economista André Urani, do Instituto de Estudos do Trabalho e Sociedade, analisa esse perfil. “Nas famílias pobres, chefiadas por mulheres, as mães engravidam muito cedo e, normalmente, não têm o apoio dos parentes e do companheiro, que as abandonam”, assinala. E completa: “Elas são obrigadas, pela própria situação de gravidez, a abandonar o sistema escolar e depois não conseguem voltar”.
Na visão do economista, sozinhos, os programas sociais não solucionam esse impasse. “Sem creches e sem acesso à capacitação, que poderiam elevar o baixo grau de escolaridade, essas mulheres mantêm um elevado grau de pobreza”, conclui.
Rastros do atraso
Em 2009, de acordo com o IBGE, 10,6 milhões de mulheres formavam a força de trabalho, sendo 9,6 milhões ocupadas e 1,1 milhão desocupa das. Das 64,2% das mulheres empregadas tinham entre 25 e 49 anos e 61,2%, mais de 11 anos de estudo. Entre os homens, os índices eram de 61,5% e 53,2%, respectivamente. Apesar disso, pouco mais de um terço das brasileiras que trabalham no setor privado têm carteira assinada (35,5%).
Presentes salgados
Diante de mulheres cada vez mais independentes financeiramente, os filhos terão que desembolsar mais dinheiro neste ano para presentear suas mães. As flores, os produtos mais vendidos no período, ficaram em 10,77% mais caras em relação ao Dia das Mães do ano passado — o dobro da inflação registrada nos últimos 12 meses.
Para agradar as mães, os brasileiros gastaram, em média, R$ 120 no ano passado, escolhendo um passeio no clube, almoço, flores e uma bolsa de presente. A mesma opção, agora, não sairá por menos de R$ 130,96. Nas contas dos especialistas, o impulso nos custos da data comemorativa está atrelado, pri ncipalmente, aos serviços. Idas ao cinema, aos shoppings, a locais de recreação, almoços e lanches pesaram significativamente nos últimos 12 meses, com alta acumulada de 8%. “Serviços são uma variável que sempre pressionam os índices”, avalia o economista Eduardo Otero, da Um Investimento.
O problema, explica ele, é que, quando os preços dos serviços sobem, vários produtos — sobretudo os característicos do Dia das Mães — acabam seguindo na mesa direção. As roupas registraram alta superior à inflação ao longo do último ano. As saias ficaram 11,5% mais caras. Já sapatos e sandálias registraram altas de 8% (veja quadro).
Mês aquecido
Pesquisa da Confederação Nacional do Comércio (CNC) indica que os lojistas não darão trégua aos que presentearem, merecidamente, as mães. Como a demanda está aquecida, os empresários se sentem mais confortáveis para reajustar as suas tabelas. A entidade contabiliz ou queda de cinco pontos percentuais no total de consumidores endividados e de 2,9 pontos na quantidade dos que estavam com as contas atrasadas.
O recuo na inadimplência, segundo a economista da CNC Marianne Hanson, foi motivado, entre outras coisas, pela importância da data. Muitos consumidores quitaram as dívidas para garantir um bom presente para as mães. “O percentual de famílias com dívidas caiu devido à ampliação da capacidade de endividamento”, analisa.

Nelma Nunes

Secretaria de Estado da Mulher, da Cidadania e dos Direitos Humanos (SEMCDH/CEDCA)

http://www.mulherecidadania.al.gov.br http://www.conselhodacrianca.al.gov.br

ADE SIPIA-CT-Web - Alagoas Fone/Fax: (82) 3315. 1739/1792 Cel.:(82) 8883.7564

Pelo portal Sipia CT (https://www.sipia.org.br/), o cidadão poderá fazer a denúncia.