segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Inscrições para seleção de mestrado em Linguística

 

Unemat abre inscrições para seleção de mestrado em Linguística
28/8/2009 -

A Unemat divulga edital de seleção para ingresso no curso de pós-graduação Stricto Sensu em Linguistica. O programa é vinculado ao Centro de Estudos e Pesquisa em Linguagem (Cepel). De acordo com o documento são ofertadas 12 vagas. O período de inscrição vai até o dia 16 de outubro e está aberto para os portadores de diploma de curso superior em qualquer área do conhecimento.

O programa de mestrado em Linguística é estruturado na área de concentração, estudo das relações entre língua, história e instituições e possui duas linhas de pesquisa que se articulam entre si, estudo dos processos discursivos e análise semântica da enunciação, e análise de línguas, escola e ensino.

A taxa de inscrição para participar do processo de seleção é de R$ 100,00  e deverá ser depositada no Banco do Brasil, agência 3834-2, conta corrente número 1041321-9. O depósito deve ser identificado Unemat-Taxas: Identificador I: 2777000 e Identificador II: 2009.

Confira o edital www.unemat.br

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Votação do Estatuto da Igualdade Racial divide movimento negro


O governo federal espera que, até a próxima quarta-feira (26), a
comissão especial da Câmara conclua a votação do substitutivo ao Projeto
de Lei nº 6.264 de 2005, que cria o Estatuto da Igualdade Racial. O
parecer do relator, deputado Antônio Roberto (PV-MG), foi lido em 13 de
maio, mas a votação não foi concluída. Sete deputados estão inscritos
para discursar antes da deliberação.

Para o ministro-chefe da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da
Igualdade Racial, Edson Santos, o projeto será votado. "Já tem ambiente
propício, as posições já estão consolidadas, não tem por que adiar
muito?. O ministro acredita que até parlamentares da oposição poderão
votar com o governo, mas reconhece que o projeto poderá ainda ter um
longo percurso até a aprovação final.

Como a proposta original, de autoria do senador Paulo Paim (PT-RS) foi
alterada pela Câmara, o projeto deverá voltar ao Senado para nova
apreciação. Após a tramitação na comissão especial, os deputados poderão
requerer que o substitutivo seja apreciado no plenário da Casa. O prazo
é de cinco sessões legislativas e o pedido deve ser assinado por pelo
menos 53 deputados.

?Trata-se de uma inovação, um novo formato de política pública?, destaca
o ministro Edson Santos, reconhecendo a polêmica da discussão e a
possibilidade de lentidão na aprovação do Estatuto da Igualdade Racial.

?A conjuntura é de ataque conservador contra as políticas afirmativas?,
ressalta Alexandre Ciconello, assessor de direitos humanos do Instituto
de Estudos Socioeconômicos (Inesc), ao citar ação do Democratas (DEM) no
Supremo Tribunal Federal (STF) contra a política de cotas da
Universidade de Brasília (UnB).

Entidades do movimento negro, no entanto, criticam o projeto que será
votado na comissão especial. O Movimento Negro Unificado (MNU) avalia
que o substitutivo não contempla fontes de financiamento das políticas
definidas no próprio estatuto; não regulamenta a ocupação da terra por
comunidades remanescentes de quilombos; e não obriga a adoção das
políticas, mas apenas autoriza a adoção.

?Queremos uma lei que mude as condições de vida da população negra?,
assinala a coordenadora nacional do MNU, Vanda Gomes Pinedo. Para ela,
?melhor seria não mexer no projeto que chegou do Senado? e, com o
substitutivo, ?o governo fragiliza a lei?. Apesar das críticas, Vanda
ressalta que a demora da tramitação não deve à oposição do MNU ou de
qualquer outra entidade do movimento negro.

O relator do projeto, deputado Antônio Roberto, defende o substitutivo
afirmando que o projeto original tinha problemas de redação e até de
inconstitucionalidade. Segundo ele, a Constituição Federal "prevê
claramente? o reconhecimento da propriedade das terras pelos quilombolas
e não é preciso uma lei ordinária para regulamentá-la, basta um decreto
presidencial como o nº 4.887 de 2003, também questionado no STF pelo DEM
por meio da Ação Direta de Inconstitucionalidade nº 3.239 de 2004.

O parlamentar reconhece ?certo recuo? na definição de um fundo de
financiamento. Segundo ele, venceu o argumento de que ?seria mais fácil?
a tramitação do projeto de lei se todos os custos das políticas e
programas estivessem nas diversas áreas do orçamento. ?O substitutivo é
um marco simbólico. É um começo?, diz o relator, ao acrescentar que
apresentará projetos detalhando políticas previstas no Estatuto da
Igualdade Racial.

Outras entidades do movimento negro são favoráveis ao relatório do
deputado Antônio Roberto. Flávio Jorge, da Soweto Organização Negra
(filiada à Coordenação Nacional de Entidades Negras), avalia que a
aprovação do Estatuto da Igualdade Racial, assim como a Lei de Cotas,
será um marco importante, mas ?a eficácia e a implementação dessas leis
vão depender sempre da pressão do movimento social?.

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----- Final da mensagem encaminhada -----


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Atenciosamente:
Luis Carlos de Oliveira
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sexta-feira, 7 de agosto de 2009

II SEMINÁRIO ESTADUAL DE ARTICULAÇÃO DA III MARCHA ESTADUAL ZUMBI DOS PALMARES

II Seminário Estadual de Articulação da III Marcha Estadual Zumbi dos Palmares

28 e 29 de agosto de 2009.



TEMA: Controle Social; Cultura; Educação; Infra-estrutura; Política Nacional; Política Internacional; Saúde; Segurança e Justiça; Terra e Trabalho – Plano Nacional e Estadual de Promoção da Igualdade Racial.

OBJETIVO GERAL: Promover, discutir, ampliar e planejar a participação das organizações na construção da política de promoção da igualdade racial no Estado do Rio Grande do Sul.

OBJETIVO ESPECÍFICO:

- Estabelecer diagnostico com relação ao racismo em nosso Estado e no País.

- Buscar os mecanismos para promoção de igualdade de oportunidades e de tratamento.

- Incentivar a incorporação das questões de raça na programação, execução, supervisão e avaliação das atividades com relação ao racismo.

- Apoiar, incentivar e subsidiar iniciativas parlamentares sobre o tema racial.

- Apoiar e incentivar as iniciativas adotadas por órgãos e entidades, inclusive da sociedade civil, e promover a difusão da legislação pertinente.

Local:

União das Associações de Bairros de Caxias do Sul – UAB.

- Rua Luiz Antunes, n° 80 - Bairro Panazzolo

Informações; Organização e Mobilização:

- Coordenadoria de Promoção de Igualdade Racial de Caxias do Sul – CIRACIAL

Fone: 54.32186026 – ciracial@caxias.rs.gov.br

- União das Associações de Bairros – UAB

Fone: 54.99640187 – ju.dequadros@gmail.com

- União de Negros pela Igualdade – UNEGRO/Caxias do sul

Fone: 54.91834002 – jocers@ibest.com.br

- Articulação Estadual da Marcha

Fone: 53.99491618 – 51.91792404 – 3marchazumbiRS@gmail.com

Taxa de Inscrição R$ 5,00 (Cinco Reais).

3marchazumbiRS@yahoogrupos.com.br

http://www.3marchazumbirs.blogspot.com/

Verificado por AVG - www.avgbrasil.com.br
Versão: 8.5.375 / Banco de dados de vírus: 270.13.25/2256 - Data de Lançamento: 08/01/09 09:38:00

Informe Palmares

 

Informe Palmares

   Número 47 - Ano 3 - 1 a 31 de Julho de 2009

III FESMAN ADIADO

Divulgação
De acordo com a assessoria de imprensa do III Festival Mundial de Artes Negras (III Fesman), o Presidente Abdoulaye Wade confirmou, durante o último Conselho dos Ministros do Senegal, o adiamento do FESMAN 2009, inicialmente previsto para o período de 1º a 14 de dezembro 2009 em Dacar.
Segundo a assessoria, as novas datas serão anunciadas oficialmente em alguns dias.



ANIVERSÁRIO DE 21 ANOS DA FUNDAÇÃO CULTURAL PALMARES

Divulgação
Luis Melodia, Lazzo Matumbi, Grupos de Maracatu, Congada, Samba de Roda e muito mais.
Acompanhe a programação dos eventos no site da Fundação.

Divulgação



Fundação Cultural Palmares lança Edital para apoio a projetos de promoção da cultura negra

Cerca de R$ 400 mil reais é o valor que a Fundação Cultural Palmares vai disponibilizar aos projetos vencedores que apresentarem como objetivo a promoção da lei nº 10.639/03 (que torna obrigatório o ensino sobre História e Cultura afro-brasileira), por meio de idéias criativas que tragam em seu conteúdo atividades culturais comemorativas ao dia 20 de novembro - Dia Nacional da Consciência Negra 2009.
As inscrições para participar já estão abertas e seguem até o dia 14 de setembro.

  • Confira aqui o edital (Versão em PDF)
    Os candidatos devem apresentar projetos que desenvolvam atividades culturais com o tema "Renascimento Africano - FESMAN", tendo como público alvo crianças e jovens em idade escolar, incluindo ainda, o conteúdo previsto na lei nº 10.639/03: a luta dos negros no Brasil; a cultura negra brasileira e o negro na formação da sociedade nacional, resgatando a contribuição do povo negro nas áreas social, econômica e política, pertinentes à História do Brasil.
    O projeto deve prever ações durante todo o mês de novembro em pelo menos uma das seguintes expressões artísticas e sociais: teatro, dança, literatura, música, cinema, moda, design, artesanato, culinária, formação cultural, ou seminários com temas políticos e sociais voltadas à questão negra e afro-brasileira. As atividades devem trazer também, como inspiração, a Diáspora africana no Brasil e o III Festival Mundial de Artes Negras - o FESMAN.
    O tema "Renascimento Africano - FESMAN" pretende enfatizar a influência africana na sociedade brasileira, em especial, das nações vindas das ilhas do Golfo da Guiné, de Angola, Moçambique, Costa do Marfim, Costa da Malagueta, Serra Leoa; Gâmbia, Nigéria, Libéria, Congo, Bissau. Povos de tradição milenar que foram escravizados no Brasil, o que constituiu num dos principais eixos da formação cultural brasileira. O compromisso é o de concentrar esforços para promover a retomada da herança do negro na formação da sociedade brasileira.
    Já o Festival Mundial de Artes Negras - FESMAN - irá homenagear o Brasil em sua terceira edição. O evento irá abordar vários temas, como arquitetura, arte antiga, artesanato, arte contemporânea, cinema, dança, culturas urbanas, design, literatura, moda, música e teatro. Para mais informações, acesse o site do Festival: www.fesman2009.com/pt .
    Inscrição dos projetos
    As propostas serão divididas em duas categorias: Projeto individual - artistas que desenvolvam trabalhos voltados à cultura negra e afro-brasileira; e Projeto de Entidades privadas sem fins lucrativos - que tenham natureza cultural e sejam consolidadas na atuação com a cultura negra e afro-brasileira, com, no mínimo, três anos de existência.
    Seleção das propostas
    A seleção dos projetos irá compreender as seguintes fases: Habilitação dos projetos, de caráter seletivo e eliminatório; e Seleção dos projetos, de caráter seletivo, eliminatório e classificatório.
    Para isso, serão considerados os seguintes critérios de pontuação para todas as categorias:
  • Capacidade de execução do projeto (tempo de fundação/atividades desenvolvidas, reconhecimento social/currículo);
  • Impacto social da proposta (número de pessoas beneficiadas e características socioeconômicas da população envolvida);
  • Relevância Cultural (valor simbólico, histórico e cultural das ações e das manifestações culturais e artísticas envolvidas);
  • Contribuição do fortalecimento da diversidade cultural brasileira (envolvimento ou diálogo com as manifestações afro-brasileiras e com as expressões das culturas populares);
  • Aspectos de criatividade e inovação (originalidade das ações e busca de estabelecimento de novas práticas e relações no campo cultural);
  • Adequação dos objetivos à previsão orçamentária (amplitude, razoabilidade, exequibilidade e perspectiva de realização dos projetos).
    A Comissão Julgadora será composta por quatro representantes da Fundação Cultural Palmares e por um especialista da sociedade civil com reconhecida competência nas áreas da cultura negra e afro-brasileira.
    Cada projeto individual selecionado receberá o valor de R$ 20 mil, sendo assim distribuído: dois projetos para cada uma das regiões brasileiras (Norte, Nordeste, Centro-oeste, Sudeste e Sul), totalizando dezprojetos contemplados. Na categoria de entidades privadas sem fins lucrativos será selecionado um projeto de cada região, conferindo mais cinco vencedores, que receberão até R$ 40 mil por projeto.
    No total, a Fundação Cultural Palmares irá premiar 15 projetos que tratam da cultura afro-brasileira.
    Não exaurida a seleção por região e por categoria, os recursos remanescentes serão destinados aos projetos que tenham obtido maior pontuação, independente da região e categoria.
    A relação dos projetos inscritos será divulgada no site da Fundação.
    Dúvidas e informações devem ser enviadas, exclusivamente, para o e-mail: edital20denovembro2009@palmares.gov.br - ou, diretamente, pelo telefone: (61) 3424-0113.
    Veja os anexos para participar do edital:
  • Formulário de inscrição (Versão em DOC)
  • Relatório de atividades (Versão em DOC)
  • Declaração (Versão em DOC)
  • Declaração de detalhamento de recursos (Versão em DOC)
  • Recurso para Habilitação (Versão em DOC)
  • Recurso para Seleção (Versão em DOC)
  • Termo de Licenciamento de Direitos Autorais (Versão em DOC)
  • Relatório final de execução do projeto (Versão em DOC)
  • Release III FESMAN (Versão em DOC)

    CURTAS

    IV Prêmio Culturas Populares: A edição do IV Prêmio Culturas Populares traz instrumentos cada vez mais adequados à participação do público em todo o processo. O concurso reconhece atuações dos mestres das Culturas Populares.
    Leia mais.
    Sepromi recebe projeto para o Dia da Consciência Negra: Os selecionados pod

  • Dependência Química e Diversidade Sexual

     

    IV Encontro EtniCidades Brasil

    Posted by Picasa

    Edital para projetos de promoção da lei nº 10.639/03

     




    Fundação Cultural Palmares lança Edital para apoio a projetos de promoção da cultura negra

    Cerca de R$ 400 mil reais é o valor que a Fundação Cultural Palmares vai disponibilizar aos projetos vencedores que apresentarem como objetivo a promoção da lei nº 10.639/03 (que torna obrigatório o ensino sobre História e Cultura afro-brasileira), por meio de idéias criativas que tragam em seu conteúdo atividades culturais comemorativas ao dia 20 de novembro - Dia Nacional da Consciência Negra 2009.
    As inscrições para participar já estão abertas e seguem até o dia 14 de setembro.

  • Confira aqui o edital (Versão em PDF)
    Os candidatos devem apresentar projetos que desenvolvam atividades culturais com o tema "Renascimento Africano - FESMAN", tendo como público alvo crianças e jovens em idade escolar, incluindo ainda, o conteúdo previsto na lei nº 10.639/03: a luta dos negros no Brasil; a cultura negra brasileira e o negro na formação da sociedade nacional, resgatando a contribuição do povo negro nas áreas social, econômica e política, pertinentes à História do Brasil.
    O projeto deve prever ações durante todo o mês de novembro em pelo menos uma das seguintes expressões artísticas e sociais: teatro, dança, literatura, música, cinema, moda, design, artesanato, culinária, formação cultural, ou seminários com temas políticos e sociais voltadas à questão negra e afro-brasileira. As atividades devem trazer também, como inspiração, a Diáspora africana no Brasil e o III Festival Mundial de Artes Negras - o FESMAN.
    O tema "Renascimento Africano - FESMAN" pretende enfatizar a influência africana na sociedade brasileira, em especial, das nações vindas das ilhas do Golfo da Guiné, de Angola, Moçambique, Costa do Marfim, Costa da Malagueta, Serra Leoa; Gâmbia, Nigéria, Libéria, Congo, Bissau. Povos de tradição milenar que foram escravizados no Brasil, o que constituiu num dos principais eixos da formação cultural brasileira. O compromisso é o de concentrar esforços para promover a retomada da herança do negro na formação da sociedade brasileira.
    Já o Festival Mundial de Artes Negras - FESMAN - irá homenagear o Brasil em sua terceira edição. O evento irá abordar vários temas, como arquitetura, arte antiga, artesanato, arte contemporânea, cinema, dança, culturas urbanas, design, literatura, moda, música e teatro. Para mais informações, acesse o site do Festival: www.fesman2009.com/pt .
    Inscrição dos projetos
    As propostas serão divididas em duas categorias: Projeto individual - artistas que desenvolvam trabalhos voltados à cultura negra e afro-brasileira; e Projeto de Entidades privadas sem fins lucrativos - que tenham natureza cultural e sejam consolidadas na atuação com a cultura negra e afro-brasileira, com, no mínimo, três anos de existência.
    Seleção das propostas
    A seleção dos projetos irá compreender as seguintes fases: Habilitação dos projetos, de caráter seletivo e eliminatório; e Seleção dos projetos, de caráter seletivo, eliminatório e classificatório.
    Para isso, serão considerados os seguintes critérios de pontuação para todas as categorias:
  • Capacidade de execução do projeto (tempo de fundação/atividades desenvolvidas, reconhecimento social/currículo);
  • Impacto social da proposta (número de pessoas beneficiadas e características socioeconômicas da população envolvida);
  • Relevância Cultural (valor simbólico, histórico e cultural das ações e das manifestações culturais e artísticas envolvidas);
  • Contribuição do fortalecimento da diversidade cultural brasileira (envolvimento ou diálogo com as manifestações afro-brasileiras e com as expressões das culturas populares);
  • Aspectos de criatividade e inovação (originalidade das ações e busca de estabelecimento de novas práticas e relações no campo cultural);
  • Adequação dos objetivos à previsão orçamentária (amplitude, razoabilidade, exequibilidade e perspectiva de realização dos projetos).
    A Comissão Julgadora será composta por quatro representantes da Fundação Cultural Palmares e por um especialista da sociedade civil com reconhecida competência nas áreas da cultura negra e afro-brasileira.
    Cada projeto individual selecionado receberá o valor de R$ 20 mil, sendo assim distribuído: dois projetos para cada uma das regiões brasileiras (Norte, Nordeste, Centro-oeste, Sudeste e Sul), totalizando dezprojetos contemplados. Na categoria de entidades privadas sem fins lucrativos será selecionado um projeto de cada região, conferindo mais cinco vencedores, que receberão até R$ 40 mil por projeto.
    No total, a Fundação Cultural Palmares irá premiar 15 projetos que tratam da cultura afro-brasileira.
    Não exaurida a seleção por região e por categoria, os recursos remanescentes serão destinados aos projetos que tenham obtido maior pontuação, independente da região e categoria.
    A relação dos projetos inscritos será divulgada no site da Fundação.
    Dúvidas e informações devem ser enviadas, exclusivamente, para o e-mail: edital20denovembro2009@palmares.gov.br - ou, diretamente, pelo telefone: (61) 3424-0113.
    Veja os anexos para participar do edital:
  • Formulário de inscrição (Versão em DOC)
  • Relatório de atividades (Versão em DOC)
  • Declaração (Versão em DOC)
  • Declaração de detalhamento de recursos (Versão em DOC)
  • Recurso para Habilitação (Versão em DOC)
  • Recurso para Seleção (Versão em DOC)
  • Termo de Licenciamento de Direitos Autorais (Versão em DOC)
  • Relatório final de execução do projeto (Versão em DOC)
  • Release III FESMAN (Versão em DOC)

    CURTAS

    IV Prêmio Culturas Populares: A edição do IV Prêmio Culturas Populares traz instrumentos cada vez mais adequados à participação do público em todo o processo. O concurso reconhece atuações dos mestres das Culturas Populares.
    Leia mais.
    Sepromi recebe projeto para o Dia da Consciência Negra: Os selecionados poderão receber apoio institucional total ou parcial, mediante a celebração de convênio, podendo contar com recursos financeiros no valor máximo de R$ 20 mil cada.
    Leia mais.

    Comunidades quilombolas terão 53 novos títulos até 2010: Herdeiros da tradição de quilombos de 53 áreas remanescentes terão títulos definitivos de posse da terra até 2010.
    Leia mais.
    Encontro Preparatório para a II Conferência Distrital de Cultura: No dia 5/8/2009, às 9h, na Sala Martins Penna do Teatro Nacional acontecerá o Encontro Preparatório para realização da II Conferência Distrital de Cultura, que se realizará nos dias 17 e 18 de outubro, no Auditório do Museu Nacional.
    Leia mais.

    Expediente:
    Assessoria de Comunicação Social da FCP/MinC
    Editora: Inês Ulhôa
    Reportagens: Marcus Bennett

    Setor Bancário Sul, Quadra 02, Lote 11
    CEP: 70070-120 - Brasília/DF - Brasil - Tel: (61) 3424-0100 - Fax: (61) 3326-0351


  • Kit pedagógico ensina a detectar e combater violência infantil

     

    Kit pedagógico ensina a detectar e combater violência infantil

    A Fundação Orsa e a Secretaria Estadual de Assistência e Desenvolvimento Social (Seads) lançaram o Kit Respeitar, um conjunto de três livros concebidos com o objetivo de servir como instrumento para a prevenção e o combate à violência contra a criança e o adolescente. Cada um dos volumes é destinado a um público diferente: as próprias crianças e jovens, pais e responsáveis, e profissionais que lidam com o público infanto-juvenil.
    O conteúdo do kit foi idealizado pela Fundação Orsa, que em 2009 celebra 15 anos de atividades marcadas pelo desenvolvimento de programas e projetos sociais. A produção do material é fruto do trabalho realizado pela Fundação, Seads e ABMP.
    Todo o conteúdo dos volumes foi elaborado por Anna Christina Cardoso de Mello, psicóloga da Vara da Infância e Juventude, Doutora em Psicologia pela Universidade de São Paulo (USP) e consultora da Fundação Orsa. O Kit Respeitar conta, ainda, com a consultoria de uma equipe composta por educadores, assistente social, socióloga, juiz de Direito e outras três psicólogas, além de nove leitores mirins para o volume dedicado às crianças.
    Conteúdo do Kit Respeitar
    Volume 1: Queremos respeito - o “Guia para crianças, adolescentes e quem lida com eles” foi elaborado de forma a chamar a atenção de seu público-alvo para os direitos fundamentais que a legislação lhes assegura. Com linguagem acessível e desenhos que despertam a identificação nas crianças, temas árduos são apresentados de forma lúdica, permitindo a elas o entendimento sobre os limites do corpo, sobre como se proteger e dizer não àquilo que pode machucá-la; sobre como entender quando um limite é ultrapassado e como pedir ajuda, entre outros. Para a produção deste volume, os editores contaram com a consultoria e revisão de nove crianças entre sete e 10 anos de idade.
    Clique aqui para baixar o Volume 1
    Volume 2: Criar respeitando - “Guia para pais e responsáveis” oferece orientação às pessoas que têm filhos ou cuidam de crianças e adolescentes. Neste volume, o leitor aprende as maneiras mais adequadas de investigar se algo de errado está acontecendo. Por meio da leitura, os pais aprendem a identificar sinais que indicam que seus filhos estão sofrendo violência física, psicológica ou sexual. Este volume apresenta, ainda, dicas de como agir se uma criança ou jovem revela ter passado por situações de abuso ou exploração sexual.
    Clique aqui para baixar o volume 2
    Volume 3: Cuidar respeitando - “Guia para os profissionais que lidam com crianças e adolescentes” ensina o cuidador a identificar sinais de coação e intervir para poder protegê-lo da violência que, em muitos casos, ocorre dentro ou no entorno da família. São apresentadas as formas mais adequadas e eficazes de informar os órgãos competentes e como se deve proceder após a notificação, intervindo por meio de um conjunto de ações planejadas que se complementam nos âmbitos educativo, social, psicológico, médico e judicial.
    Clique aqui para baixar o volume 3

    Entrevista: Trabalhar pela não-violência é dever de todos, diz psicóloga

    Foto: Divulgação

    Anna Christina Cardoso de Mello fala sobre o papel da sociedade na construção de uma cultura não-violenta.

    A cada 15 minutos um ato de violência contra criança é denunciado no Disque 100, serviço telefônico mantido pelo Governo Federal. Só no primeiro semestre de 2009 foram 17.124 denúncias, o que equivale a 95 relatos de maus-tratos por dia. Muitas vezes, quando a denúncia é feita, a criança apresenta hematomas, braços e costelas quebradas, sinais de que vem apanhando há mais tempo.
    Nesse sentido a sociedade permanece omissa, como se o filho do outro não fosse também filho de todos. É essa visão de coletividade que precisamos fortalecer para construirmos juntos uma cultura de não-violência. Nas escolas, nos parques e nas esquinas da vida sempre podemos ser guardiões dos direitos infanto-juvenis preconizados pelo Estatuto da Criança e do Adolescente. Confira as dicas para reconhecermos os sinais mais comuns de violência infantil nesta entrevista concedida ao Portal Pró-Menino pela psicóloga Anna Christina Cardoso de Mello, autora dos três volumes do Kit Respeitar, produzido pela Fundação Orsa.

    Portal Pró-Menino:
    Como o professor pode ser orientado para lidar com uma criança que sofre de violência?
    Anna Christina: O professor sempre deve estar atento às crianças de um modo geral, na classe, no recreio, em passeios. Quaisquer mudanças de comportamento ou postura na criança é certamente indício de algo que ela vem vivenciando, que pode ser bom ou ruim. No caso da violência,os sinais mais comuns são:
    • aspecto negligenciado, desnutrido, abatido;
    • muito cansaço, sonolência, desmotivação;
    • uso de roupas não adequadas ao clima;
    • vacinas atrasadas;
    • doenças freqüentes;
    • atraso no desenvolvimento motor e afetivo;
    • marcas e machucados, como arranhões, hematomas, alopecia (queda de cabelo ou partes do couro cabeludo sem ou com pouco cabelo), fraturas freqüentes;
    • expressão contínua de tristeza, preocupação, apreensão, medo, angústia,
    desconfiança, estado de alerta extremo com relação ao ambiente;
    • choro freqüente;
    • mente indisponível para a aprendizagem, pois a criança parece estar ocupada com preocupações que normalmente não deveria ter;
    • dispersão, falta de concentração;
    • excessiva agressividade, hiperatividade, impulsividade, por um lado, ou muita inibição, retraimento, apatia, por outro, ou alternância dessas atitudes, com mudanças bruscas;
    • enurese ou encoprese diurna e/ou noturna, após sete anos de idade e sem problemas aparentes;
    • distúrbios alimentares como anorexia, bulimia, obesidade;
    • preocupações e comportamentos sexuais (exibicionismo, erotismo
    ou inibição em demasia) impróprios para a idade e etapa de desenvolvimento;
    • doenças sexualmente transmissíveis (HPV, sífilis, aids etc.);
    • ataque ou abuso sexual de outras crianças;
    • crueldade com animais;
    • fugas, tentativas de suicídio, uso e/ou abuso de álcool, drogas;
    • promiscuidade ou atitude de se prostituir;
    • atos anti-sociais, como vandalismo, roubo, entre outros;
    • situação de fracasso escolar.
    Tais sinais não podem ser vistos isoladamente, mas inseridos em um contexto. Assim, o professor que souber que uma criança sofreu ou sofre violência, ou suspeitar disso, deve notificar o caso às autoridades competentes que são os Conselhos Tutelares e as Varas da Infância e da Juventude.
    Conforme o Estatuto da Criança e do Adolescente:
    Art.5° – Nenhuma criança ou adolescente será objeto de qualquer forma de negligência,
    discriminação, exploração, violência, crueldade ou opressão, punido na forma da lei qualquer
    atentado, por ação ou omissão, aos seus direitos fundamentais.
    Art.13 – Os casos de suspeita ou confirmação de maus-tratos contra criança ou adolescente
    serão obrigatoriamente comunicados ao Conselho Tutelar da respectiva localidade,
    sem prejuízo de outras providências legais.
    Art.220 – Qualquer pessoa poderá e o servidor público deverá provocar a iniciativa do
    Ministério Público, prestando-lhe informações sobre fatos que constituam objeto de ação civil,
    e indicando-lhe os elementos de convicção.
    Art.245 – Deixar o médico, professor ou responsável por estabelecimento de atenção à saúde
    e de ensino fundamental, pré-escola ou creche, de comunicar à autoridade competente os casos de que tenha conhecimento, envolvendo suspeita ou confirmação de maus-tratos contra criança ou adolescente: pena – multa de três a vinte salários de referência, aplicando-se o dobro em caso de reincidência.

    "A violência é uma covardia e faz com que a criança se sinta ainda menor do que é, mais impotente, desprotegida, desamparada"

    A criança espera que seus pais a protejam dos males. Qualquer ser (humano ou animal) busca a proteção naqueles que o geraram e/ou cuidam dele. Isto é natural. Assim, a criança, quando sofre violência, se sente traída, perde a confiança nos outros e no mundo, pois percebe que a pessoa que deveria cuidar dela e protegê-la é aquela que está lhe fazendo mal. Isto pode produzir um dano psicológico profundo em sua capacidade de amar, confiar nas pessoas e de construir, produzir e contribuir para um mundo melhor. Além disso, ela pode entender que é válido usar a violência para se relacionar com os outros e assim perpetuá-la em comportamentos também violentos com os mais fracos que ela ou, então, contra si mesma.
    Portal Pró-Menino: Qual a compreensão que a criança pequena tem em relação ao ato violento cometido pelos pais?
    Anna Christina:
    A compreensão do ato violento varia conforme a idade da criança e suas experiências. Em geral, a criança, assim como qualquer pessoa, se ressente diante de atos violentos, sentindo-se humilhada, não amada, ferida física e psicologicamente. Sempre que cometido por uma pessoa maior que ela fisicamente, a violência é uma covardia e faz com que a criança se sinta ainda menor do que é, mais impotente, desprotegida, desamparada.
    A criança espera que seus pais a protejam dos males. Qualquer ser (humano ou animal) busca a proteção naqueles que o geraram e/ou cuidam dele. Isto é natural. Assim, a criança, quando sofre violência, se sente traída, perde a confiança nos outros e no mundo, pois percebe que a pessoa que deveria cuidar dela e protegê-la é aquela que está lhe fazendo mal. Isto pode produzir um dano psicológico profundo em sua capacidade de amar, confiar nas pessoas e de construir, produzir e contribuir para um mundo melhor.
    Além disso, ela pode entender que é válido usar a violência para se relacionar com os outros e assim perpetuá-la em comportamentos também violentos com os mais fracos que ela ou, então, contra si mesma.
    Portal Pró-Menino: O Governo Federal lançou a campanha contra a palmada em resposta à cultura de violência física presente nas famílias brasileiras. Além de campanhas, que outras ações são necessárias para a reversão desta prática?
    Anna Christina:
    É necessário que uma educação para a não-violência seja disciplina em escolas, desde a educação infantil até a universidade, ensinando-se estratégias de relacionamento e de resolução de conflitos sem o uso da violência. Também precisamos investir em escolas de pais como forma de ajudá-los a estruturar-se e saber lidar com situações-limite sem extrapolar, abusar da autoridade e da força física, uma educação que em todos os casos priorize o respeito ao outro e a si mesmo, o desenvolvimento da empatia e da capacidade de pedir ajuda quando necessário.

    Portal Pró-Menino: Qual a sua opinião sobre o Depoimento sem Dano? É possível?
    Anna Christina: Acredito sim na potencialidade do depoimento sem dano. Penso que é possível desde que feito por profissionais preparados e treinados na técnica. De preferência, para ser eficaz e realmente não causar danos à criança ou ao adolescente, deve ser feito com um menor intervalo de tempo possível do fato e gravado para reprodução em outros momentos, seja nos procedimentos da Justiça da Infância e Juventude, seja na instrução e julgamento criminais.
    Portal Pró-Menino: Que critérios foram considerados na pesquisa para a elaboração do conteúdo dos três livros do Kit Respeitar?
    Anna Christina:
    Abrangência, especificidade, atualidade. Informação clara, precisa e efetiva. Adaptação dos conteúdos aos vários públicos: crianças/adolescentes, familiares e profissionais.

    "Precisamos investir em escolas de pais como forma de ajudá-los a estruturar-se"

    Portal Pró-Menino: A denúncia da violência sexual ainda esbarra em crenças, medos e preconceitos. Co